Portugal e Espanha fizeram um amistoso movimentado, mas sem tirar o zero do placar

O Estádio José Alvalade recebeu o clássico entre Portugal e Espanha nesta quarta-feira. E, apesar do placar de 0 a 0, as duas equipes fizeram um amistoso com várias chances de gol. Foi uma ocasião não apenas para ver os medalhões dos países, mas também alguns nomes em ascensão. Os espanhóis estiveram mais preparados a abrir o placar durante o primeiro tempo, enquanto na segunda etapa os portugueses lamentaram o tento que não saiu por pouco, com direito a duas bolas no travessão.

Portugal entrou em campo com uma equipe recheada de estrelas, encabeçadas por Cristiano Ronaldo. Rui Patrício, Pepe e João Moutinho eram outros figurões. Mas também havia espaço para novidades, como o garoto Trincão. Já na Espanha, Luis Enrique deu espaço a mais jovens. Sergio Canales, Dani Olmo, Gerard Moreno, Sergio Reguilón e Eric García estiveram entre os titulares, com Sergio Busquets servindo de remanescente das gerações vitoriosas. Outro destaque ficava às arquibancadas, com público parcial permitido no Alvalade, em teste à reabertura em Portugal.

Durante o início da partida, a Espanha parecia pronta a derrotar Portugal. Tinha amplo domínio da bola e criava muitas chances, com Dani Olmo aparecendo bastante na ponta. Rui Patrício evitava que os vizinhos abrissem o placar, com uma série de boas defesas. A superioridade da Roja diminuiu a partir dos 30 minutos, com os portugueses passando a rondar mais a área de Kepa Arrizabalaga. Nada suficiente para tirar o zero do placar. O apito final da primeira etapa ainda guardou uma cena curiosa, com Cristiano Ronaldo reclamando com o árbitro pelos segundos que faltaram até completar 45 minutos.

O segundo tempo logo guardaria várias alterações em ambas as equipes. Nomes como Bernardo Silva e José Gómez Campaña ganharam espaço. E o tabuleiro viraria, com Portugal dominando as chances mais claras. Cristiano Ronaldo quase anotou um golaço aos sete, em bola que explodiu no travessão e quicou quase em cima da linha. O filme se repetiria aos 21, com Renato Sanches também acertando o travessão e vendo a bola pingar na risca, depois de um lindo passe de trivela de CR7.

Os dois treinadores aproveitaram para mais alterações, incluindo a estreia de Adama Traoré pela Espanha – e o novato aproveitou bem seus minutos. Os goleiros trabalhariam na reta final do jogo, com menção especial a uma bola que Rui Patrício desviou com o pé. Mas o final, de novo, veria a vitória lusitana ficar por um triz. Diogo Jota levou perigo em chute para fora e, logo depois, João Félix chegou um segundo atrasado na hora de completar uma bola na pequena área.

Portugal volta a campo no próximo domingo, quando encara a França pela Liga das Nações. Também jogará novamente na quarta-feira pelo torneio, pegando a Suécia. Já a Espanha tem compromissos no sábado e na terça pela Liga das Nações, recebendo a Suíça e visitando a Ucrânia.