Talvez o Napoli seja campeão italiano. Lidera a tabela com quatro pontos a mais que a Juventus, que atua nesta segunda-feira contra o Genoa. Caso o primeiro scudetto napolitano desde 1990 se concretize, Simone Verdi, do Bologna, terá recusado fazer parte dessa história. E, por isso, o atacante foi aclamado pela torcida e pelos companheiros na vitória por 3 a 0 sobre o Benevento, no último domingo.

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Verdi provavelmente não seria criticado se decidisse ir para o San Paolo. É inegavelmente um passo à frente na carreira. Todos entenderiam, todos fariam o mesmo. Mas merece os elogios por não deixar o Bologna na mão no meio da temporada. “Não foi um ‘não’ ao Napoli”, disse, à Sky Sports. “Eu não queria deixar o Bologna em janeiro. Prefiro ficar aqui e continuar com este projeto até junho. Estou lisonjeado pela proposta e pensei muito nisso, mas, no fim, tomei minha decisão. Houve momentos de reflexão. Eu sabia que os líderes do campeonato me queriam. Com muita calma, decidi ficar. Foi uma decisão inteiramente minha”.

Em agradecimento, o experiente goleiro Antonio Mirante cedeu a braçadeira de capitão para Verdi no jogo contra o Benevento. “Foi uma ideia da equipe inteira. A cidade de Bologna está feliz com a decisão dele, e nós, os companheiros de equipe, também estamos. Ele é um cara sério, com caráter, e também um jogador de primeiro nível que precisa amadurecer em termos de liderança, o que ele está fazendo agora”, explicou, ao site do clube.

E, no fim da partida, a Curva Bulgarelli do estádio Renato Dall’Ara entoou o nome de Verdi, para deixar claro que o atacante pode ter aberto mão da chance de brigar pelo título italiano, mas ganhou o coração de muitos torcedores do Bologna.


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