Tudo certinho. A saída do Palmeiras estava anunciada, os valores do contrato com o novo clube eram conhecidos, até houve montagem no Instagram oficial. Mas a ida de Valdívia para o Al-Wahda, dos Emirados Árabes, continua incerta. Ainda mais depois que apareceu um negócio da China para o chileno. Um impasse que deve incomodar muito o clube emirantense, pois o meia será (ou seria?) fundamental para elevar o nível do time.

MAIS ÁSIA: O acordo nuclear do Irã deverá também ter um grande impacto no futebol do país

O Al Wahda tem apenas quatro títulos na liga dos Emirados Árabes, o último deles na temporada 2009/10. Naquele time havia quatro brasileiros: Fernando Baiano (ex-Corinthians), Josiel (ex-Flamengo, artilheiro da Série A de 2007 pelo Paraná), Magrão (volante, ex-Palmeiras e Inter) e Pinga (ex-Inter). Desde então, o time não conseguiu emplacar uma grande campanha. Na temporada 2014/15, o Al Wahda foi o quarto colocado, com 47 pontos, a dois pontos de jogar a fase preliminar da Liga dos Campeões da Ásia de 2016.

Seria uma grande conquista, pois o clube não participa da LC asiática desde 2010. Naquela oportunidade, acabou eliminado na fase de grupos, com apenas uma vitória em seis jogos, atrás de Zob Ahan (Irã), Bunyodkor (Uzbequistão) e Al Ittihad (Arábia Saudita).

Para esta temporada, a diretoria resolveu investir. Contratou o técnico mexicano Javier Aguirre, 56 anos, com passagens por Atlante, seleção mexicana, Osasuna, Zaragoza, Atlético de Madrid e seleção japonesa. Foi demitido do Japão em fevereiro deste ano após a confirmação de que o técnico mexicano havia manipulado um resultado a favor do Real Zaragoza na liga espanhola 2010/11.

Em campo, o técnico conta com um jogador bastante conhecido dos brasileiros. O volante Denílson foi contratado por € 3,1 milhões para trocar o São Paulo pelo Campeonato Emiratense. Outro nome de destaque é o argentino Damián Díaz, que defendia o Barcelona de Guaiaquil.

Não é um time ruim, mas precisa de mais brilho para subir o degrau que o leve de volta à briga pelo título nacional e à disputa de competições internacionais. Por isso, a possibilidade de assinar com Valdívia era interessante, ainda mais depois do bom futebol apresentado pelo meia na Copa América. O Al Wahda ofereceu R$ 18,9 milhões anuais até o final da temporada 2016/17. Com base no pré-contrato, o chileno foi anunciado como reforço e era apenas questão de tempo para acertar sua transferência. Mas o Guangzhou R&F (não confundir com o Guangzhou Evergrande, de Felipão, Robinho e Paulinho) ofereceu vínculo até dezembro de 2017 e R$ 31,6 milhões anuais. E aí a coisa complicou.

O contrato com o Palmeiras vai até 17 de agosto e, por enquanto, Valdívia apenas treina em separado no clube paulistano. O Al Wahda deve estar ávido por conseguir a liberação de Valdívia antes do fim do contrato com o Palmeiras e fazê-lo assinar logo seu novo vínculo.

– Dois brasileiros já treinaram o Al Wahda. Entre 2007 e 2008, Ivo Wortmann, atual auxiliar de Felipão no Guangzhou Evergrande, comandou a equipe, sem nenhum título. Entre agosto e outubro de 2010, Tite esteve à frente do Al Wahda, mas ficou pouco tempo, pois recebeu proposta do Corinthians, com o qual viria a conquistar Série A, Libertadores e Mundial.

– Apenas o zagueiro Hamdan Al-Kamali, 26 anos (revelado no Al Wahda), foi chamado para a seleção de Emirados Árabes Unidos que foi terceira colocada na Copa da Ásia 2015. Ele tem 33 convocações e estava emprestado ao Valletta (Malta) – já defendeu o Lyon, também por empréstimo (2012/13), mas não entrou em campo.