Por @brunocassali

Esse é o consenso geral. Não há pessoa melhor para o cargo de treinador da seleção escocesa de futebol que o atual, Gordon Strachan. Mesmo após mais uma vaga perdida em Eliminatórias, dessa vez em busca da Eurocopa 2016 na França, Strachan renovou seu contrato com a Federação Escocesa até o final da temporada 2017/2018. E por que essa decisão é considerada um acerto?

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O técnico assumiu a seleção da Escócia em meio a crise nas Eliminatórias para a Copa do Mundo do Brasil. Em janeiro de 2013, substituiu Craig Levein no comando da seleção nacional após um fraco início no Grupo A, que teve Bélgica e Croácia classificadas pra Copa no Brasil, mas ainda contava com as fortes Sérvia e Gales, além da Macedônia.

Para buscar uma das 23 vagas para a Euro 2016, Strachan se apoiou nos medalhões que jogam na English Premier League, como Darren e Steven Fletcher, além de Shaun Maloney e Steven Naismith. Porém, em outra chave complicada, com Alemanha, Polônia e Irlanda pra brigar por três vagas, os escoceses perderam terreno – e pontos – contra a fraca Geórgia, além de um empate no apagar das luzes com a Polônia de Lewandowski, que selou a eliminação do selecionado.

Mesmo com esse retrospecto negativo, Strachan é visto como alguém que pode levar a Escócia a ter destaque no cenário internacional novamente. Porquê? Pelo simples fato de que ninguém hoje se habilitaria a fazer mais do que ele com esse mesmo material humano.

A crise técnica é profunda no futebol escocês. Desde a queda do Rangers para a quarta divisão, o Celtic se viu sem adversários, o dinheiro dos clubes rareou ainda mais e o nível técnico da SPFL caiu drasticamente. A combinação desses fatores levou a seleção nacional em fiascos constantes – desde 1998 a Escócia não participa da fase final de um torneio internacional.

No geral, Gordn Strachan tem 12 vitórias em 25 jogos como técnico da seleção escocesa – são mais cinco empates e oito derrotas. O desempenho e os números não fazem parte de um currículo a ser invejado. Entretanto, com o que se tem em mãos, é bastante difícil fazer melhor. Por isso, a versão escocesa da “Volta dos que não foram” é bastante explicável.