Papa Francisco vive uma semana especial. Primeiro, o pontífice deve ter se sentido satisfeito com o anúncio da reaproximação entre Estados Unidos e Cuba, que ele ajudou a intermediar. E depois da alegria veio o sofrimento, com a estreia do San Lorenzo no Mundial de Clubes. Os argentinos passaram mais apuros do que deveriam contra o Auckland City, em um jogo decidido apenas na prorrogação. A sorte do Papa é que ele passou um pouco menos de sufoco do que outros cuervos. Afinal, uma promessa de Francisco impede que ele assista às partidas do Ciclón na televisão.

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“O Papa tem uma promessa de não ver televisão. Assim, não viu a partida do San Lorenzo. Mas ficou bastante contente quando soube do resultado”, declarou Eduardo Valdés, embaixador argentino no Vaticano. Por mais que seu voto o afaste da telinha, Francisco costuma acompanhar o time em transmissões em tempo real – foi assim, por exemplo, na decisão da Libertadores, quando voava para a Coreia do Sul em compromisso de sua agenda.

Apesar disso, não há dúvidas sobre a paixão do Papa pelo San Lorenzo, clube do qual é sócio e que começou a frequentar ainda na infância, quando seu pai defendia a equipe de basquete. Não por menos, há até mesmo um espaço nos museus do Vaticano para os presentes boleiros que o pontífice recebeu: as luvas de Torrico, as réplicas das taças do Ciclón, as camisas de clubes que o visitaram ao longo dos últimos meses.

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Há oportunidade até para Francisco tirar sarro dos torcedores rivais. Quem conta é o próprio Valdés: “Nas últimas semanas, um garoto se aproximou do Papa e lhe mostrou uma camisa do River, contente pela campanha na Copa Sul-Americana. O pontífice viu, pegou a camisa e respondeu ao menino: ‘De galinha eu só gosto no caldo’”, fazendo graça com apelido jocoso do River Plate, de galinhas. De fato, nenhum Papa é mais boleiro que Francisco.