Leonardo Ponzio é um dos candidatos a levantar a taça da Libertadores no próximo domingo, 9, quando o seu time, River Plate, enfrenta o Boca Juniors na final da competição. Um jogo que era para ter acontecido no dia 24 de novembro, foi adiado para o dia seguinte, 25, mas foi novamente adiado e está marcado para o próximo domingo, 9. Com uma peculiaridade: a disputa em Madri, no estádio Santiago Bernabéu, depois das pedras atiradas contra o ônibus do Boca na chegada ao estádio Monumental, do River Plate, no dia 24. A Conmebol transferiu o jogo para Madri e Ponzio falou em defender os torcedores que estiveram no estádio, no dia da final que não aconteceu.

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“Muito do que se disse não foi verdade. Nós atuamos de outra maneira. Nos solidarizamos desde o primeiro momento. Havia jogadores no nosso elenco que se comunicaram com alguns rapazes do Boca e não vou falar mais do que já foi dito”, disse o volante do River. “Voltaríamos a nos solidarizar porque essa forma parte da ideologia deste grupo e do que viemos trabalhando faz quatro anos”.

Segundo Ponzio, nunca houve contato entre os dois elencos para um protesto conjunto contra o jogo em Madri, como chegou a ser especulado. “Há coisas que não controlamos e nós, jogadores, não decidimos. Mas com certeza quando isso passar, haverá coisas a serem reconsideradas”, disse o jogador.

“Já estamos em terras espanholas e temos que pensar no que vem, nos adaptarmos ao novo horário e ao ritmo daqui. A cabeça já foi moldada desde que foi tomada a decisão de jogar aqui. Passou quase um mês da primeira final, mas já conhecemos quando temos que jogar, estamos focados e sabemos o que queremos”, afirmou ainda o capitão do River Plate.

Como portador da faixa de capitão, Ponzio sabe o que o segundo jogo da final, que seria disputado no estádio Monumental, significava para os torcedores. O estádio estava lotado no dia 24, quando o público esperou por horas até o adiamento. Muitos também estiveram no estádio do River no domingo, 25, na esperança de ver o jogo. Por isso, Ponzio mandou um recado para eles.

“Há muita gente que ficou doída, mas não vamos remediá-las com palavras, só com resultados. As 66 mil pessoas que estiveram no Monumental vão nos ajudar e vão estar conosco. Vamos defende-los no campo”, disse o jogador. O discurso é similar ao usado pelo técnico do River, Marcelo Gallardo, que disse na semana passada que a única forma de defender os torcedores é em campo.

Sobre o jogo, Ponzio ressaltou o equilíbrio e como o duelo está aberto. “Como não vale o gol de visitante na final, está tudo igualado. E há um jogo que é único em qualquer contexto. E agora se soma que é fora da América. De todos os modos, temos que aproveitar. Jogaremos na ‘Casa Blanca’ [uma referência ao poderio do Real Madrid, comparado à Casa Branca, dos EUA] e é uma partida única contra nosso rival eterno”, contou Ponzio. Ele falou sobre a aflição de não poder atuar no jogo de ida, por lesão. “De fora vivi com muitos nervos a primeira final”.

Por fim, o volante, um dos ícones do atual River Plate, falou sobre o tamanho deste jogo para a sua vida. “Este jogo pode se tornar um marco importante na minha carreira”, afirmou o jogador.

NA TV
River Plate x Boca Juniors
Domingo (9), 17h30 (horário de Brasília)
SporTV, Fox Sports