O celular está carregado, com sinal, e apenas aguarda o telefone que trará o próximo emprego de Mauricio Pochettino. Após meses de férias, o treinador argentino, demitido do Tottenham em novembro, está pronto para voltar ao batente e gostaria de continuar na Premier League, que o abriga desde 2013, quando chegou ao Southampton.

“É um momento de recuperação, de pensar um pouco em si mesmo e estar pronto porque, no futebol, algo sempre pode acontecer”, disse, ao podcast In The Pink, da Sky Sports. “Estou pronto e esperando um novo desafio. Tenho fé e confiança de que o próximo desafio será fantástico. Para ser honesto, eu amaria trabalhar na Premier League. Será difícil, eu sei, e agora o momento é de esperar e ver o que acontece”.

Em alta pelo seu trabalho no Tottenham, Pochettino esteve ligado a diversos clubes, do Bayern de Munique ao Manchester United, e até ao Barcelona, apesar de ter dito que nunca treinaria os catalães. Foi seu assistente Jesus Pérez quem acompanhou as notícias, enquanto ele viajava à Argentina, ao Catar e à Espanha.

“Toda a comissão técnica aceita que haverá rumores. Lidamos com os rumores naturalmente. As pessoas precisam de pessoas naturais, normais, e não dizemos que somos únicos nesse sentido, mas não somos atores e não fazemos nada que não acreditamos”, explicou.

Apesar do fim abrupto de sua passagem pelo Tottenham, Pochettino orgulha-se do que conquistou no norte de Londres, mesmo que um título o tenha escapado. Comandou um processo de transformação do Spurs que culminou com a final da Champions League, em Madri, ano passado, contra o Liverpool.

“Quando analiso meu tempo lá, muita coisa positiva aconteceu. Assumi o clube em um momento essencial. Tudo que tive que fazer foi assustador naqueles momentos. Destruir White Hart Lane e construir um novo estádio, jogar em Wembley e Milton Keynes, apenas pessoas do futebol sabem quão difícil foi lidar com essas situações”, disse.

“Aplicar uma nova filosofia e novas ideias foi muito difícil, mas eu me sinto muito orgulhoso do sucesso que tivemos e de termos levado o Tottenham a um nível diferente. Disputar a Champions League por três ou quatro temporadas, terminar à frente do Arsenal várias vezes, tudo isso foi um grande legado para nós. Vencer um título teria sido uma ótima recompensa, mas, para nós, é o legado. Isso é mais do que vencer títulos”, completou.