O presidente da Uefa, Michel Platini, depÕs em audiência nesta quarta-feira e teve que justificar por que não recolocou o Sion na disputa da Liga Europa, segundo uma liminar conseguida pelo clube.

Platini ficou cerca de duas horas no escritório da promotoria no estado de Vaud, na Suíça. Depois dele, foi Gianni Infantino, secretário geral da entidade.

“O presidente está realmente feliz por ter respondido as questões do promotor como testemunha”, afirmou o porta-voz da Uefa, Alexandre Fortouy. “Não iremos fazer mais comentários até que a justiça tenha toda a informação que precisa e chegue a uma conclusão”, afirmou.

O Sion foi excluído da Liga Europa pela Uefa por colocar em campo jogadores inelegíveis no play-off contra o Celtic, em agosto. A Uefa não cumpriu a resolução de recolocar o Sion na Liga Europa após a ganhar uma causa em um tribunal suíço, desafiando a Uefa e a Fifa, que pune os clubes que entram na justiça comum.

A Uefa mostrou, na segunda-feira, possibilidades para reintegrar a equipe na competição, com uma das possibilidades sendo o canecalamento de todos os jogos do grupo, o que poderia causar muitos problemas para os clubes envolvidos.

A entidade máxima do futebol europeu quer que o caso seja discutido no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e, se o Sion vencer o caso lá, recoloca o time no torneio.

“A Uefa já organizou um encontro com os quatro clubes envolvidos na sexta para discutir os diferentes cenários, se o Sion vencer o caso no TAS”, disse a Uefa.