A contratação de Alisson pelo Liverpool na última semana se transformou em um marco no mercado de transferências. Nunca um goleiro custou tanto, em valores absolutos. E, caso o arqueiro cumpra os bônus propostos pelos Reds à Roma, ainda poderia superar a marca corrigida que Gianluigi Buffon estabeleceu na virada do século, ao trocar o Parma pela Juventus. Gigi, aliás, é o único “intruso” em um pódio dominado por brasileiros. Além de Alisson, Ederson é o outro representante do país entre os três goleiros mais caros da história. Simbolismo que relembra a história de outro camisa 1 da Seleção, que não acumulou tantas cifras, mas também representa um rompimento ao futebol europeu. Há um detalhe pouco lembrado, mas igualmente importante na venda de Taffarel ao Parma em 1990. O gaúcho se tornou o primeiro (e, por 16 anos, o único) arqueiro estrangeiro a ser contratado na Serie A pós-1980, durante o período áureo da liga nacional mais forte do mundo.

Há um pioneirismo atribuído a Taffarel, embora ele não tenha sido o primeiro goleiro brasileiro a tentar a sorte fora do país. Em 1931, Jaguaré se tornou o primeiro a atuar na Europa, destaque do Vasco que defendeu a meta do Barcelona ao longo de 18 amistosos. Outro que merece menção honrosa é Manga, ídolo no Nacional de Montevidéu e campeão da Libertadores com o Bolso em 1971. Ainda assim, contavam-se nos dedos os que se aventuravam no exterior – como, em diferentes épocas, Jurandir, Veludo e Carlos, todos com passagens pela Seleção. Não existia uma “grife” ao redor dos arqueiros brasileiros como se via em outros países, como a própria Argentina. Taffarel ajudou a mudar isso.

O início da carreira de Taffarel, cabe lembrar, era digno de um fenômeno. Campeão Mundial Sub-20 com a seleção em 1985, o jovem não demorou a se firmar no Internacional, honrando a linhagem de grandes goleiros colorados. E, destaque no Campeonato Brasileiro de 1986, logo passou a ser visto entre os melhores do país. Em 1987, vice da Copa União com o Inter, conquistou a Bola de Prata da revista Placar pela primeira vez. Um ano depois, batendo na trave novamente com o clube no Brasileirão, faturou a Bola de Ouro como melhor jogador do torneio. Ainda foi eleito um dos três melhores futebolistas do continente na tradicional votação feita pelo jornal uruguaio El País. Depois de brilhar com a Seleção no Pan-Americano de 1987, afirmou-se nos Jogos Olímpicos de 1988, quando seus três pênaltis defendidos na semifinal contra a Alemanha Ocidental valeram a medalha de prata ao país.

Taffarel ganhou a primeira oportunidade na seleção principal em agosto de 1988, um mês antes das Olimpíadas. Depois das atuações estrondosas no torneio, tomou a posição que era disputada por Carlos e Gilmar Rinaldi. Sebastião Lazaroni ainda testou Acácio e Zé Carlos sob as traves, mas logo haveria uma certeza sobre o novo dono da camisa 1. Por mais que se desconfiasse da instabilidade do gaúcho em alguns lances, não se negava o seu talento e a capacidade de fechar o gol. Permaneceu intocável na Copa América de 1989, nas Eliminatórias para a Copa de 1990 e, por fim, no Mundial da Itália. Apesar da campanha agridoce do Brasil, Taffarel escapou ileso das críticas, com boas atuações e algumas defesas sensacionais. O suficiente para que o talento abrisse os olhos dos próprios italianos, interessados em seu futebol.

Em 1990, o Parma conquistou o inédito acesso à Serie A. Os gialloblù nunca tinham disputado a elite do Campeonato Italiano naquele formato e estavam ausentes da primeira divisão desde 1926. Assim, a promoção foi o primeiro passo para que se concretizasse o ambicioso projeto encabeçado pela Parmalat, visando a promoção de sua marca (e outros interesses além) através do futebol. E em tempos nos quais os clubes da Bota tinham dinheiro o suficiente para contratar os melhores jogadores de qualquer parte do mundo, a diretoria logo se voltou ao que aconteceu na seleção brasileira durante o Mundial.

Bebeto, Ricardo Rocha e Branco foram os primeiros cogitados, segundo a imprensa da época, para se juntar ao Parma. Cuca também teve o seu nome citado pelos jornais. No entanto, Taffarel se tornou a real aposta dos gialloblù. Na edição de 11 de julho de 1990 do Jornal dos Sports, o presidente do Internacional, José Asmuz, afirmava ter duas propostas pelo arqueiro colorado. Uma delas vinha dos italianos e a outra era do Real Madrid. O dirigente exigia US$2 milhões pagos à vista. Em 15 de julho, o mesmo periódico anunciava a mudança do camisa 1 à Itália. Aos 24 anos, o gaúcho era contratado por US$1,6 milhões, em anúncio feito por Gianni Grisendi, presidente da Parmalat. Comparativamente, Roberto Baggio trocava a Fiorentina pela Juventus na mesma época. Naquela que se tornou a transação mais cara da história do futebol até então, a Velha Senhora desembolsou US$8 milhões para efetuar a polêmica compra junto à Viola.

A alguns, a contratação de Taffarel soava como loucura. Quando reabriu o seu mercado a jogadores estrangeiros, em 1980, apenas um jogador internacional era permitido por clube. A quantidade dobrou duas temporadas depois, em 1982/83. Já a partir de 1988/89, formaram-se os famosos trios de forasteiros. O brasileiro inseria-se neste contexto. O ponto é que, em vez de gastar dinheiro com goleiros, considerando a forte escola italiana na posição, todos os clubes preferiam destinar suas vagas especiais a jogadores de linha, sobretudo atacantes. Até aquele momento, desde a reabertura do mercado, nunca uma equipe da primeira divisão italiana havia contado com um estrangeiro que atuasse sob as traves. Havia um hiato de atletas sem a nacionalidade italiana na posição que perdurava desde 1936. O Parma, todavia, resolveu fazer diferente e tornar Taffarel um pioneiro.

A aposta tinha o seu sentido. Primeiro, porque o Parma confiava que o goleiro poderia ajudar o clube a se manter na Serie A. Segundo, pelo alto nível apresentado por Taffarel e pela carreira promissora que tinha pela frente, considerando sua idade. Terceiro, por uma estratégia de mercado da própria Parmalat. No ano anterior, a companhia italiana enraizava seus negócios no Brasil, tentando popularizar principalmente o leite longa vida, pouco consumido no país. O arqueiro se tornou um garoto-propaganda da empresa muito antes dos famosos mamíferos, estrelando comerciais na televisão e outdoors em grandes cidades. Como se sabe, a influência da Parmalat no futebol brasileiro iria além pouco depois, com o investimento pesado no Palmeiras.

Taffarel desembarcou na Itália para a temporada 1990/91 da Serie A. Treinados pelo lendário Nevio Scala, responsável pelo acesso, os gialloblù já contavam com alguns nomes célebres, como os defensores Luigi Apolloni e Lorenzo Minotti, além dos atacantes Alessandro Melli e Marco Osio – este, inclusive com uma passagem frustrada posterior com a camisa palmeirense. Já as outras duas vagas para atletas internacionais eram ocupadas por nomes presentes na Copa do Mundo de 1990. Georges Grün possuía grande experiência com a seleção belga, além de acumular taças com a camisa do Anderlecht. Extremamente versátil, vinha para liderar o sistema defensivo. Já para o ataque, a diretoria confiava no talento em explosão de Thomas Brolin, que aos 21 anos estourava com a camisa do Norrköping, além de acumular seus primeiros tentos com a seleção sueca.

A despedida de Taffarel do Inter não foi das mais felizes. O goleiro disputou um Gre-Nal e saiu derrotado. Não falhou desta vez, como o frango que o marcara na Copa União de 1987, mas nada pôde fazer quando Assis chutou cruzado e o artilheiro Nilson completou na pequena área para decretar a vitória por 1 a 0. Nas arquibancadas, a torcida colorada gritava o nome de “Maizena”, seu substituto, irritada com o negócio. A chegada à Itália também guardou um momento particular ao arqueiro. Ele estudou o idioma local e chegou dando sua primeira entrevista em italiano. Decepcionou-se ao ver as declarações virando assunto na televisão, pelos erros cometidos.

A melhor resposta de Taffarel aconteceu mesmo em campo. Afastou as dúvidas ajudando o Parma a se firmar na Serie A logo na temporada de estreia. Mais do que isso, auxiliou os gialloblù a se encaminharem à Copa da Uefa, terminando na sexta colocação. O posicionamento impecável, a qualidade com os pés e os pênaltis defendidos se tornaram marcas. A estreia do goleiro no novo campeonato foi duríssima, perdendo para a Juventus no Ennio Tardini por 2 a 1, gol de Baggio para decidir. Mas logo a equipe empataria com a Lazio na capital e derrotaria o Napoli, ainda com Diego Maradona, além de Careca. O camisa 1 foi titular em todas as 34 rodadas do Italiano. Passou 19 jogos sem sofrer gols (melhor marca da competição naquela temporada) e buscou a bola no fundo das redes 31 vezes, o quarto menos vazado do torneio. Início bastante digno a quem achava que o brasileiro só estava ali para vender leite. Ao final do ano, ele recebeu o troféu de bronze entregue pela IFFHS, como terceiro melhor goleiro do mundo em 1991.

O Parma manteve suas bases para a temporada 1991/92 e seguiu com o trio estrangeiro composto por Taffarel, Grün e Brolin. Entre os reforços, Antonio Benarrivo chegou para escrever uma longa história na defesa gialloblù. Com Taffarel ainda titular nas 34 rodadas, a equipe repetiu a campanha satisfatória na Serie A. Terminou na sétima colocação, novamente conquistando bons resultados contra os grandes, mas pecando pelo excesso de empates. O arqueiro tomou 28 tentos, novamente o quarto menos vazado da competição. Passou 13 partidas com a meta invicta naquela ocasião. Além disso, o Parma conquistou a Copa Itália. O time de Nevio Scala já demonstrava sua veia copeira, eliminando Palermo, Fiorentina, Genoa e Sampdoria, antes de derrotar a Juventus na decisão. Taffarel ficou no banco ao longo da campanha, dando espaço ao seu reserva, o carequinha Marco Ballotta, de longa passagem pelo Modena na segunda metade dos anos 1980 e que seria lembrado pela reta final de carreira prolongada na Lazio, onde jogou até os 44 anos.

A própria regra de estrangeiros, porém, acabaria sendo custosa a Taffarel a partir de sua terceira temporada no Parma. Em 1992/93, a Serie A passou a permitir que cinco jogadores internacionais pudessem compor o elenco, embora apenas três entrassem em campo. O meio-campista Sergio Berti e o centroavante Faustino Asprilla se tornaram as novidades no elenco de Nevio Scala. O argentino mal participou da temporada, presente em apenas quatro partidas. Já o colombiano virou um dos destaques no ataque gialloblù, vice-artilheiro da equipe com sete gols. Com a ascensão de Asprilla, além da importância de Grün e Brolin na engrenagem, o camisa 1 precisou pagar o pato.

Taffarel até começou a temporada como titular. Disputou a Supercopa Italiana, mas tomou dois gols em que poderia ter feito melhor, na conquista do Milan por 2 a 1. Já pela Serie A, estreou cometendo um pênalti bobo, após saída atabalhoada fora da área, custando a derrota contra a Atalanta. Foi titular em seis oportunidades naquela edição da liga, mas não transmitia muita confiança, sobretudo nas saídas de gol. Pior, o péssimo início de campeonato deixava os gialloblù próximos à zona de rebaixamento. O camisa 1 deu seu lugar a Ballotta, para não voltar mais. Recuperando-se na sequência da competição, a equipe de Nevio Scala terminou na terceira colocação do Italiano e, com Ballotta na meta, conquistou a Recopa Europeia em cima do Royal Antuérpia.

“Comecei bem no Parma, mas o clube tinha planos ambiciosos e precisava de um peso maior lá na frente. Com a chegada do Asprilla, o time esgotou sua cota de estrangeiros e eu não tinha mais espaço. Achei natural, tanto que deixei uma marca lá e acabei voltando no final da carreira”, avaliou Taffarel, em entrevista à antiga Revista Trivela, concedida em agosto de 2009. Segundo relato à Placar na época, o arqueiro chegou a treinar algumas vezes como líbero pelos gialloblù.

O Parma manteve os outros quatro estrangeiros no elenco, mas Taffarel perdeu seu lugar para a temporada 1993/94, especialmente depois que a diretoria contratou Luca Bucci – arqueiro bastante representativo na história do clube, que se tornaria o novo titular até ser suplantado por um tal Gianluigi Buffon. Aquele, aliás, era o momento mais difícil da carreira do gaúcho. Mesmo na Seleção não desfrutava do mesmo moral, falhando com frequência. E o jogo mais emblemático aconteceu em La Paz, em agosto de 1993. O Brasil não ia bem contra a Bolívia, e era o camisa 1 quem segurava o empate sem gols. Ia acumulando grandes defesas e chegou a pegar um pênalti no segundo tempo. Porém, em um cruzamento despretensioso já nos minutos finais, a bola bateu em sua perna e entrou. O frango abriu o caminho para o triunfo por 2 a 0 de La Verde, consumado com outro gol nos acréscimos. Foi a primeira derrota brasileira na história das Eliminatórias. Herói do São Paulo, Zetti surgia como grande sombra ao gaúcho.

Assim, o último ano da primeira passagem de Taffarel pela Itália guardou uma reviravolta. Diante da falta de espaço no Parma, o goleiro da Seleção cogitava retornar ao Brasil, quando abriu os olhos da Reggiana – clube que, aliás, será tema da coluna ‘Azarões Eternos’ aqui na Trivela nos próximos dias. O gaúcho acabou contratado pelos rivais dos gialloblù, que haviam conquistado o acesso na temporada anterior e precisava de um sucessor justamente a Luca Bucci. O elenco contou com outros três estrangeiros para a temporada 1993/94: o meio-campista romeno Dorin Mateut, o ponta português Paulo Futre e o atacante sueco Johnny Ekström. De qualquer forma, nada que ameaçasse a titularidade do brasileiro.

Estreante na Serie A, com sua última participação no antigo formato da primeira divisão registrada ainda em 1929, a Reggiana era séria candidata ao rebaixamento. Ainda assim, havia uma certa resistência a Taffarel, por ter saído dos maiores rivais. Os torcedores o cobraram simplesmente por verem as iniciais da cidade de Parma na placa de seu carro, um Alfa Romeu. “Eles me cobraram tanto que um dia um escudo da Reggiana apareceu do lado das iniciais de Parma”, apontou à Placar, em março de 1994. A resposta, mais uma vez, precisou acontecer sob as traves. Em uma equipe bombardeada a cada rodada, o camisa 1 recuperou a sua boa forma.

Taffarel disputou 31 partidas na Serie A, sofrendo 31 gols. Que o risco de queda fosse inegável, os grenás contaram com números defensivos melhores do que o de alguns times classificados à Copa da Uefa. Além disso, o goleiro manteve sua meta invicta em 13 compromissos – marca inferior apenas às de Sebastiano Rossi, do Milan, e Angelo Peruzzi, da Juventus. Durante o segundo turno, ajudou sua equipe a vencer o clássico contra o Parma por 2 a 0. A grande atuação do gaúcho naquele campeonato, no entanto, viria justamente na última rodada. Com a corda no pescoço, os grenás visitavam o Milan no San Siro, após o time de Fabio Capello ter conquistado a taça. Apesar do mistão utilizado pelos rossoneri, o goleiro precisou se desdobrar para segurar o resultado. O gol de Massimiliano Esposito aos 26 do segundo tempo valeu não apenas a vitória por 1 a 0, como também a permanência dos grenás na primeira divisão. A gratidão da torcida ao camisa 1 se tornava eterna.

A passagem pela Reggiana foi importante para que Taffarel retomasse a melhor sequência. Apesar dos pedidos por Zetti, o camisa 1 acabou garantido por Carlos Alberto Parreira e fez uma Copa do Mundo bastante segura em 1994. Até que, no reencontro com vários de seus adversários na Serie A, vivesse a consagração na decisão do Mundial, sobretudo pelo pênalti defendido no duelo com Daniele Massaro. Na temporada seguinte, a Reggiana não manteve Taffarel. Os grenás ocuparam a lacuna na meta com Francesco Antonioli, futuro ídolo da Roma, além de terem recheado seu elenco com novos estrangeiros – Sunday Oliseh, Rui Águas e Igor Simutenkov. Ainda vinculado com o Parma, o arqueiro manteve a forma jogando como atacante em um torneio paroquial na Reggio Emilia, mesmo sendo eleito novamente o terceiro melhor da posição no planeta pela IFFHS. Neste intervalo, o gaúcho chegou a negociar sua transferência ao Japão, até que nos primeiros meses de 1995 acertou sua vinda ao Atlético Mineiro.

Somente na temporada 1996/97 é que um novo goleiro estrangeiro chegou à Serie A. Naquele momento, rompiam-se as barreiras a jogadores internacionais, a partir das mudanças proporcionadas pela Lei Bosman. Assim, não haviam mais as travas que mantiveram Taffarel como exceção. O Cagliari contratou o suíço Marco Pascolo e o Perugia trouxe o sérvio Aleksandar Kocic. No período dourado do Campeonato Italiano, de qualquer forma, a singularidade permaneceu ao brasileiro. Algo que também ajudou a abrir portas a outros arqueiros do país nas décadas seguintes, em especial Dida e Júlio César.

“Minha ida para a Itália foi importante até para o goleiro passar a ser valorizado dentro do Brasil. Já havia outros na Europa, mas só em Portugal. Aqui no Brasil, o goleiro era a última preocupação do treinador. A imprensa também não se importava muito. Cheguei à Itália em boa condição técnica e isso foi importante para minha afirmação. De qualquer forma, como ainda havia a limitação de estrangeiros, demorou um pouco mais para que as portas se abrissem definitivamente”, avaliou Taffarel, à Trivela, em 2009.

A história de Taffarel na Itália, e no Parma, ganharia outro capítulo. Depois de defender o Atlético Mineiro, de se eternizar também na Copa de 1998 e de ser idolatrado no Galatasaray, o veterano retornou ao Ennio Tardini em 2001, pronto para pendurar as luvas. De certa forma, voltava para ocupar a lacuna deixada por Gianluigi Buffon no elenco, após sua venda para a Juventus. Aos 35 anos, o veterano ajudou na afirmação de Sébastien Frey, trazido por empréstimo da Internazionale. Titular em cinco jogos na Serie A, já durante a reta final da campanha, o brasileiro ainda desfrutou seu último episódio de heroísmo na Copa Itália. Participou de toda a competição e, na decisão contra a Juventus, fechou o gol para garantir o título. O lateral Júnior anotou o gol da vitória decisiva por 1 a 0, que valeu o último troféu na condecorada carreira do arqueiro.

Taffarel permaneceu ainda mais uma temporada no Parma, disputando apenas partidas pela Copa da Itália. Já em 2003/04, alinhava sua transferência ao Empoli. Quando viajava para assinar contrato, seu carro sofreu um problema na estrada e o veterano de 37 anos entendeu aquilo como um “sinal divino” para que abandonasse a carreira. Aposentou-se como um dos melhores goleiros que o Brasil já teve, e um pioneiro do país em alto nível no futebol europeu. Tantos outros seguiram seus passos, inclusive Alisson, talhado com esmero pelo atual treinador de goleiros da Seleção. O protagonismo que se vê entre os arqueiros brasileiros, afinal, está bastante ligado ao capítulo escrito por Taffarel.