A terça-feira é especial. O duelo entre Estados Unidos e Inglaterra pela semifinal da Copa do Mundo, na França, colocará frente a frente dois times em estágios bem diferentes, mas, claro, sonhando alto. As inglesas tentam dar um passo além para chegar à sua primeira final e, quem sabe, conquistar o seu primeiro título, enquanto as americanas são tricampeãs do mundo e quatro vezes medalha de ouro olímpicas. O técnico Phil Neville falou sobre o fato de estar na semifinal, mas como é importante dar o passo além disso.

A Inglaterra conquistou o título da SheBelieves Cup em março, em um torneio nos Estados Unidos com as donas da casa, além de Brasil e Japão. “SheBelieves foi o meu grande momento, meu grande avanço. Nós temos que ir a partir desta plataforma, segurar aquele troféu e ter aquela medalha em volta do seu pescoço. Depois que isso aconteceu, você quer de novo e de novo”, contou o técnico em entrevista coletiva.

“Quando eu ganhei meu primeiro título da liga com o Manchester United, eu vesti a medalha pelos próximos dois ou três dias porque eu pensava: ‘Eu preciso de mais disso’. Os melhores jogadores querem aquele sentimento de novo e de novo. Nós temos que parar de ser um time de semifinal, dar o próximo passo e nos tornarmos vencedores seriais, como os Estados Unidos”, disse o treinador inglês.

“Não há muitas vulnerabilidades nos Estados Unidos, mas nesta fase, com os quatro melhores times no mundo, estamos falando sobre 0,5 ou 1% extra que você pensa que pode ganhar uma vantagem”, afirmou Neville em entrevista ao site da Fifa.

“Você foca em si mesmo e não no que eles podem fazer, porque se nós tivermos nosso plano de jogo certo, taticamente, fisicamente, e nossos jogadores estão jogando no seu máximo do seu jogo com confiança e convicção, então temos uma boa chance de vencer este jogo de futebol. Mas nós temos que igualá-las e ser melhores que elas”, disse o treinador.

“Eu diria que é a semana que eu me preparei, a semana que eu me planejei, a semana que, quando eu recebi o trabalho da FA, a visão era chegar a este ponto e então entregar o resultado. E eu tenho que dizer, nos últimos três meses, eu queria acelerar a minha vida a este ponto”, disse o treinador.

As inglesas chegam à semifinal pela segunda vez, depois de alcançar esta mesma fase em 2015, quando foram derrotadas pelo Japão, na época a campeã do mundo. A situação se repete desta vez, com as americanas, campeãs do mundo, como adversárias. Só que o estilo de jogo é bem diferente. “Elas fazem jogadas de força, quando elas saem das armadilhas e pelos primeiros 15 minutos elas irão tentar nos superar na força com a sua capacidade física”, afirmou Neville. “Nós estamos cientes disso”.

“O público francês tem sido incrível”, disse Neville. “Para mim, como técnico, eles apoiaram a Inglaterra de forma brilhante. Nós fomos o segundo time deles, é assim que eu senti quando estivemos no norte e no sul da França”, analisou o treinador.

“Contra a Noruega, nós apenas focamos apenas no nosso jogo e ser implacável no último terço. Nosso nível de concentração foram provavelmente os melhores que tivemos na competição”, avaliou Phil Neville. “Ter uma linha defensiva ajustada ajudou. O trabalho que todo mundo está fazendo na frente é muito bom também. Os jogos sem sofrer gols, ganhar torneios e se continuarmos mantendo a defesa invicta nós seremos campeões da Copa do Mundo”.

“Eu disse às jogadoras que você tem que agarrar com as duas mãos. Você tem que agarrar com as duas mãos, com todo seu corpo. Este é o momento pelo qual acredito ter este trabalho, e eu acredito na minha filosofia, meus valores, que eles nos darão esta vitória”, afirmou um confiante Phil Neville.

Inglaterra x Estados Unidos
Terça, 2 de julho de 2019, 16h (horário de Brasília)
Na TV: SporTV