Peruzazzo

O final da Copa do Mundo 2010 deu o pontapé inicial para mudanças e renovação em diversas seleções do planeta. Uma delas foi a peruana, que trouxe de volta “El Mago” Sérgio Markarián para o comando técnico da equipe nacional. De cara o uruguaio promoveu o sentimento de resgate da tradição da Bicolor, fora de uma Copa do Mundo há mais de 28 anos e última colocada nas eliminatórias da América do Sul para o Mundial 2010.

Para corroborar o discurso, o primeiro ato do novo técnico do Peru foi conversar com os expoentes do futebol nacional e apresentar seu projeto para a seleção. Dentro dessa tarefa estava também a de trazer novamente aos ranques do time Pizarro, Farfán e Acasiete. Os três estavam suspensos da seleção peruana desde novembro de 2007, quando protagonizaram grave ato de indisciplina ao realizarem uma festa em um hotel, um dia antes do jogo contra o Equador pelas Eliminatórias.

Medalhões de volta, confiança retomada e com planos para apostar na nova geração de jogadores do país… Parecia que o Peru estava no caminho certo para brigar de verdade por uma boa campanha na Copa América e uma vaga na Copa do Mundo do Brasil. Doce ilusão… Em outubro de 2010, na madrugada que antecedeu o jogo amistoso entre Peru e Panamá, Jeferson Farfán – de novo ele -, John Galliquio e Reymond Manco, destaque no Mundial Sub-20 de 2007 e maior promessa do futebol peruano para os próximos anos, deixaram a concentração da Bicolor, causando a fúria de Markarián. No dia seguinte o treinador disse que não chamará nenhum dos três novamente para a seleção.

Com mais esse caso de falta de comprometimento com a equipe nacional, restou aos peruanos acreditarem na nova safra de atletas que despontava na seleção sub-20. Essa havia sido outra promessa de Markarián quando assumiu o cargo: ter na seleção principal até a Copa América pelo menos dois jogadores do time que disputaria o Sul-Americano da categoria em janeiro. Pode até ser que esses dois atletas cheguem lá, mas sob que condições?

Mesmo jogando em casa e com estádios lotados, o Peru fez um Sul-Americano terrível. Nas duas primeiras partidas perdeu do Chile por 2 a 0 e da Argentina por 2 a 1, causando a revolta de seus torcedores, que vaiaram a equipe e ameaçaram um princípio de confusão. Depois de uma rodada de folga os peruanos voltaram a jogar, desta vez contra a Venezuela, e, mesmo contra a em tese seleção mais fraca do grupo, não passaram de um empate por 1 a 1. Por fim, o Peru venceu o Uruguai por 2 a 0, mas o triunfo não foi suficiente para conseguir a classificação para o Hexagonal Final.

Não bastasse o desempenho ruim do conjunto Bicolor, até mesmo as peças individuais mais promissoras não tiveram atuações condizentes com a expectativa criada. Joazhiño Arroé, badalado desde os 15 anos, não fez rigorosamente nada na competição, enquanto André Carillo, a bola da vez dos peruanos, também não foi lá tão bem no torneio.

Com Claudio Pizarro já com seus 32 anos, Jeferson Farfán, também consolidado no futebol europeu, afastado por tempo indeterminado da seleçã, Reymond Manco, promessa mais próxima de explodir, também excluída da lista de convocáveis e com uma geração sub-20 que já parte desacreditada, as expectativas da torcida peruana não poderiam ser mais desanimadoras. O recomeço ainda está longe de acontecer…

Pré-Libertadores 2011

A Pré-Libertadores teve poucas surpresas em seus jogos de ida. Tirando o heróico empate do Tolima com o Corinthians em solo brasileiro e a derrota do Bolívar por 1 a 0 para a Unión Española na altitude de La Paz, todos os jogos tiveram resultados dentro do esperado.

Confira todas as partidas:

Corinthians 0 x 0 Deportes Tolima
Alianza Lima 0 x 2 Jaguares-MEX
Cerro Porteño 1 x 0 Deportivo Petare
Bolívar 0 x 1 Unión Española
Independiente 2 x 0 Deportivo Quito
Liverpool 2 x 2 Grêmi