O Toronto FC esteve nas duas últimas finais da Major League Soccer e foi o melhor na temporada regular em 2017, além de campeão contra o Seattle Sounders, o que levou a equipe canadense para a Concacaf Champions League. Sendo forte em campo, mantendo jogadores importantes e revelando atletas desconhecidos, chegou pronta para a final da competição continental, principalmente após eliminar os poderosos Tigres e América, do México. O destino, no entanto, não quis (por muito pouco) que os canadenses levantassem a taça em 2018.

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Depois de perder o primeiro o jogo da final, em casa, por 2 a 1, a missão do Toronto seria muito complicada jogando no México. Quando o Chivas abriu o placar, a situação parecia perdida, mas os craques Altidore e Giovinco viraram a partida ainda no primeiro tempo. De repente, o cenário se igualava e, para a sorte dos canadenses, ainda teriam 45 minutos para garantir o título. Nada disso aconteceu, mesmo que chances tenham sido criadas, principalmente a oportunidade perdida por Delgado aos 46 minutos do segundo tempo.

Nos pênaltis, a crueldade. Jonathan Osorio, artilheiro do torneio com 4 gols, errou a segunda cobrança. Revelado pelo Toronto e com grande potencial, o meia não merecia um destino tão cruel após boas apresentações e gols salvadores na ConcaChampions. Quando Michael Bradley desperdiçou a quarta cobrança, os mexicanos fizeram a festa. O experiente jogador, que atuou improvisado como zagueiro na decisão, novamente não correspondeu em campo, diferente de Altidore e Giovinco, os demais jogadores importantes da equipe.

Com muitos problemas físicos na defesa, o Toronto precisou improvisar no jogo final. Van der Wiel e Michael Bradley, lateral-direito e volante, respectivamente, foram os zagueiros no México ao lado de Auro e Morgan. Com dificuldades na saída de jogo, Giovinco precisou buscar mais o jogo e se desgastou rapidamente. Jogando no sacrifício, Altidore fez o gol e acabou substituído na segunda etapa. Sem pernas, o Chivas pressionou e fez 45 minutos ofensivos, empurrando o time canadense contra a parede, mas sem marcar. Foi o melhor momento dos mexicanos durante o confronto todo, mas o placar não se mexeu, decidiu levar tudo para os pênaltis.

Com méritos, vale dizer, o Chivas foi campeão. Não é uma equipe brilhante, mas fez um grande resultado no Canadá e foi melhor em boa parte do jogo em casa. Perdeu no próprio estádio, é verdade, mas fez frente ao mais forte Toronto e já tinha eliminado duas boas equipes da MLS, inclusive jogando muito mal na semifinal contra o NY Red Bulls. Vencer uma equipe superior e levantar a taça é digno de reconhecimento e os mexicanos conseguiram.

Para o Toronto, o lema é recolher os cacos. Quando Giovinco chegou, em 2015, a base foi estruturada. Jovens jogadores subiram, o técnico Greg Vanney deu um padrão para a equipe e hoje os canadenses podem dizer que são favoritos na Major League Soccer. Pelo que fez em 2018, o Toronto pode sonhar mais alto, sim. Encarar Tigres, América e Chivas como fez, vencendo no México e calando torcidas gigantescas foram feitos que dão mais respeito e mostram que a MLS pode bater de frente com a Liga MX, mesmo que o título novamente tenha ficado com os mexicanos.

De favorito em sua própria liga, o Toronto mostra que pode dar trabalho também na Concacaf. Foi dolorido, sim, mas foi bonito. Nenhuma outra equipe americana ou canadense tinha feito um trabalho tão bom em anos recentes. O jogo terminou como nos últimos anos, com o México campeão, mas está lentamente virando. É nisso que as equipes da MLS precisam se apegar.


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