Pela primeira vez, o Pré-Olímpico da América do Sul foi o torneio Sul-Americano Sub-20 do ano anterior. E em 2007 o Brasil venceu a competição, comandado por Alexandre Pato e Lucas Leiva. Estava, junto com a Argentina, garantido em Pequim, mas os albicelestes contavam com um reforço de peso para as Olimpíadas: Lionel Messi.

Na primeira fase, o Brasil esteve longe de empolgar. Venceu a Bélgica por 1 a 0, gol marcado por Hernanes aos 34 minutos do segundo tempo. No segundo jogo, goleada sobre a frágil Nova Zelândia por 5 a 0 com dois gols de Ronaldinho Gaúcho, já em declínio na carreira e visivelmente acima do peso. Anderson, Alexandre Pato e Rafael Sóbis fecharam a conta. No terceiro jogo, vitória por 3 a 0 sobre a China, com dois gols de Thiago Neves e um de Diego.

A Argentina teve um caminho bem mais difícil e mostrou firmeza com três vitórias suadas sobre Costa do Marfim (2 a 1), Austrália (1 a 0) e Sérvia (2 a 0). Além de Messi, que ainda não era o melhor jogador do mundo naquele momento, o time contava com Sergio Agüero, Ángel Di María e Ezequiel Lavezzi, convocados com frequência para a seleção principal. Juan Román Riquelme era o camisa 10, deixando Messi com a 15.

Entre as outras seleções, destacavam-se a Nigéria, com os bons atacantes Chinedu Obasi e Peter Odemwingie, e a Bélgica, que contava com o excelente meio-campista Marrouane Fellaini, além de outros bons jogadores como Kevin Mirallas e uma dupla de zagueiros que hoje é titular da seleção principal: Vincent Kompany e Thomas Vermaelen.

Nas quartas de final, o Brasil tinha um trauma para superar: enfrentou Camarões, algoz em Sidney, e o jogo foi para a prorrogação. Mas Rafael Sóbis e Marcelo espantaram o fantasma da eliminação. A Argentina também precisou do tempo extra para eliminar a Holanda, enquanto a Nigéria superou Costa do Marfim por 2 a 1 e a Bélgica fez 3 a 2 na Itália do ótimo atacante Giuseppe Rossi.

Era chegada a hora da verdade. Brasil e Argentina se encontraram nas semifinais e, após um primeiro tempo tenso e sem muitas emoções, brilhou a estrela de Kun Agüero, que abriu o placar aos sete minutos e ampliou a contagem aos 12. Riquelme, aos 31, fechou o placar cobrando pênalti. Na outra semifinal, a Nigéria goleou a Bélgica por 4 a 1 com facilidade.

Na decisão disputada no dia 23 de agosto, argentinos e nigerianos se enfrentavam numa revanche de 1996, quando os africanos levaram a melhor. Em Pequim, porém, o time albiceleste foi superior, apesar do jogo bastante truncado, e venceu por 1 a 0 com justiça. O gol do bicampeonato foi marcado pelo meia-atacante Ángel Di María.

FICHA TÉCNICA

Argentina 1×0 Nigéria
Local: Estádio Nacional, em Pequim
Público: 89102
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
 

Argentina: Romero, Zabaleta, Garay, Pareja e Monzón; Gago, Mascherano, Riquelme e Di María (Banega); Messi (Lavezzi) e Agüero (Sosa). Técnico: Sergio Batista.
Nigéria: Vanzekin, Okonkwo, Adeleye, Apam e Adefemi; Monday James, Ajilore, Obinna e Promise (Ekpo); Odemwingie e Okoronkwo (Anichebe). Técnico: Samson Siasia.
Gol: Di María (13/2º)

Classificação final: 1º Argentina, 2º Nigéria, 3º Brasil, 4º Bélgica, 5º Itália, 6º Costa do Marfim, 7º Holanda, 8º Camarões, 9º Estados Unidos, 10º Coreia do Sul, 11º Austrália, 12º Sérvia, 13º China, 14º Nova Zelândia, 15º Japão, 16º Honduras.

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