Pênalti e expulsão controversos facilitam a vida do Chelsea, que vence Rennes com tranquilidade

Jogando em casa e contando com um elenco superior, o Chelsea já era o favorito para o confronto desta quarta-feira (4) contra o Rennes, pela terceira rodada da fase de grupos da Champions League. Uma decisão controversa de pênalti e expulsão contra os franceses ainda no primeiro tempo, por fim, acabou por consolidar o favoritismo, facilitando a missão aos Blues, que venceram tranquilamente por 3 a 0.

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A equipe de Frank Lampard entrou na partida com um ritmo alto, marcando sob pressão a saída de bola do Rennes para tomar a posse no campo de ataque já em posição de definir suas jogadas. Com a bola, os Blues subiam com a participação de Werner pelas pontas, e logo aos nove minutos o alemão seria essencial para o início da construção da vitória.

Em contra-ataque, o atacante recebeu pela direita, na entrada da área, e, avançando em direção ao gol, foi derrubado pelo lateral esquerdo brasileiro Dalbert, que chegou atrasado ao lance. O incidente foi assinalado, o defensor levou cartão amarelo, e o pênalti foi marcado. Na cobrança, o próprio Werner bateu no canto direito, rasteiro, para vencer Alfred Gomis e fazer 1 a 0.

O duelo era equilibrado, e aos 33 minutos o Rennes chegou perto do empate. Em falta cobrada por Bourigeaud dentro da área, o zagueiro Damien Da Silva apareceu na segunda trave e por centímetros não alcançou a bola para completar de cabeça e balançar a rede.

A sorte definitivamente não estava com o Rennes. Cinco minutos mais tarde, em chute de Tammy Abraham, a bola foi interceptada por Dalbert, com o pé, mas subiu e atingiu o braço do brasileiro. O árbitro alemão Felix Zwayer fez sinal de que nada havia acontecido, mas o VAR o chamou para revisar o lance. Depois de ir até a tela na beira do campo, Zwayer entendeu que houve a infração, marcou o pênalti e deu o segundo amarelo a Dalbert, expulsando o brasileiro. Na cobrança, Werner, de novo, marcou.

O polêmico lance gerou bastante repercussão nas redes sociais e muita discussão em estúdios de transmissão mundo afora: a interpretação do árbitro parece ter sido de que Dalbert aumentou seu corpo e tinha o braço acima da altura do ombro. Por outro lado, a nova regra de mão na bola também aponta que se o toque vem de um desvio no próprio pé do jogador envolvido, não deveria haver infração.

O 2 a 0 e a inferioridade numérica ainda no primeiro tempo acabaram por tirar completamente o Rennes do jogo. No início do segundo tempo, aproveitando-se dessa superioridade, o Chelsea logo ampliou para 3 a 0. Aos cinco minutos, atacando em amplitude, os Blues deram o golpe final com um cruzamento de James que encontrou Abraham na primeira trave. O atacante desviou para a rede, sem chances para Gomis.

O Chelsea teve ainda duas oportunidades de fazer o quarto gol. Aos 22 minutos da etapa final, James foi lançado por Thiago Silva, cruzou baixo para a segunda trave. Werner chegava sozinho para fazer seu hat-trick, mas Damien Da Silva se atirou à bola e conseguiu um toque leve para mudar sua trajetória e evitar o 4 a 0. Sete minutos mais tarde, em erro de saída de bola do Rennes, Ziyech deixou Giroud na cara de Gomis, mas o goleiro fechou bem o ângulo e impediu o tento.

Com o placar basicamente definido, ambas as equipes fizeram todas suas cinco substituições ao longo do segundo tempo, aparentemente já pensando em seus compromissos domésticos do fim de semana. O Chelsea, que pega o Sheffield no sábado, ilustrou sua profundidade de elenco com as entradas de Kovacic, Giroud, Emerson, Rüdiger e Hudson-Odoi, enquanto o Rennes, que enfrenta o PSG também no sábado, colocou em campo Truffert, Grenier, Del Castillo, Jérémy Doku e Adrien Hunou.

Em sua segunda (e última) grande chance na partida, já aos 39 minutos da etapa final, os franceses estiveram perto de diminuir o prejuízo, mas Grenier, que recebeu livre dentro da área, chutou em cima de Mendy.

Vindo de uma recente má fase na Ligue 1, em que começou liderando nas rodadas iniciais, mas caiu para o quarto lugar depois de uma sequência de três jogos sem vitória, o Rennes sentiu falta de seu principal talento, Eduardo Camavinga, desfalque nas últimas partidas por problemas físicos. A venda de Raphinha ao Leeds no último dia da janela de transferências afetou também o que era até então uma equipe bastante sólida e com condições de ir bem na Champions League.

No momento, com metade da fase de grupos já disputada, os rennais somam apenas um ponto, conquistado contra o Krasnodar, e veem Chelsea e Sevilla liderarem o grupo, com sete pontos cada. O duelo desta quarta era uma oportunidade de reforçar o despertar que havia se iniciado com a vitória por 2 a 1 sobre o Brest na jornada passada da Ligue 1.

Os Blues, que nada têm a ver com isso, conseguem uma importante vitória e começam a apresentar certa consistência sob o comando de Frank Lampard. Já são sete jogos de invencibilidade na soma de todas as competições, com quatro vitórias e três empates. Nas últimas três partidas, foram dez gols marcados e nenhum sofrido.

A defesa, por sinal, parece enfim ter ganhado a tão esperada tranquilidade no gol com a chegada de Édouard Mendy. O goleiro, negociado justamente pelo Rennes, sofreu apenas um gol em suas seis partidas pelo Chelsea – ainda em sua estreia, contra o Tottenham, pela Copa da Liga Inglesa, mantendo cinco clean sheets desde então.

Buscando manter o bom momento, a equipe cresce na hora certa, e, em teoria, a tendência é que arredonde cada vez mais seu jogo, levando em conta que seu recrutamento foi numeroso – e de qualidade – na última janela de transferências e que o período inicial de adaptação de novos jogadores costuma ser o mais complicado para equipes em formação.