O Mundial de Clubes de 2018, nos Emirados Árabes, ganhou mais um representante. Depois do Chivas, campeão da Concacaf, e do Al-Ain, vencedor da liga local, o Team Wellington, da Nova Zelândia, garantiu passaporte ao torneio que será realizado em dezembro, ao conquistar a Champions League da Oceânia. É a primeira vez em oito anos que o representante do continente não será o Auckland City. 

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Desde que o Mundial de Clubes foi repaginado, em 2005, sob a chancela da Fifa, foram disputadas 13 edições. Em nove delas, houve a participação do Auckland City. A última vez que um clube diferente emergiu da Oceânia foi em 2010, com o Hekari United, de Papa Nova Guiné. Em 2007 e 2008, foi a vez do também neozelandês Waitakere United. Na edição inaugural, o participante foi o Sydney – ainda na época em que a Austrália fazia parte da confederação da Oceânia. 

Em âmbito nacional, o Team Wellington havia conseguido superar o Auckland City, com os títulos neozelandeses de 2016 e 2017, mas foi derrotado três vezes seguidas pelo rival na decisão da Champions. Nesta temporada, os papéis se inverteram: o Auckland City se sagrou campeão nacional, vencendo a final da liga por 1 a 0, mas foi eliminado pelo Team Wellington na semifinal continental, nos gols marcados fora de casa. 

O resultado significou que a sequência de sete títulos continentais do Auckland City seria obrigatoriamente quebrada. E era uma chance para o Team Wellington finalmente ser campeão, depois de três vices seguidos. A equipe neozelandesa não deu sopa ao azar e atropelou o Lautoka, de Fiji. Fez 6 a 0 no jogo de ida, em casa. Na volta, abriu o placar com um chute da intermediária do meia Mario Ilich. O goleiro Senirusi Bokini conseguiu fazer a defesa, mas, na hora de cortar, o zagueiro Dave Radrigai se atrapalhou todo e mandou contra as próprias redes.

O Team Wellington ampliou para 3 a 0 e chegou a ter 9 a 0 de vantagem no placar agregado. O Lautoka, no entanto, conseguiu o empate para 3 a 3. Quase imediatamente, para evitar o anticlímax de ser campeão com um empate, Angus Kilkolly marcou o gol da vitória do Team Wellington, por 4 a 3. Com a maior margem de uma decisão da Champions League da Oceânia, os neozelandeses agora sonham com confrontos contra grandes clubes sul-americanos, com Liverpool ou Real Madrid e tentarão quebrar o recorde do Auckland, que conseguiu ser terceiro colocado do Mundial em 2014. 

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