A ofensiva de torcedores contra a Copa do Mundo de 2022 no Catar teve mais um capítulo nesta terça-feira. Contamos aqui sobre a campanha organizada na internet para atacar os patrocinadores do evento e que já começou a ter consequências, com algumas das empresas se manifestando contra o trabalho escravo e pedindo providências. Só que a ofensiva só começou e agora um novo ataque apareceu. Agora, designers recriaram os logos das empresas mostrando que elas apoiam o trabalho escravo e a violação de direitos humanos – uma denúncia feita pelo jornal Guardian em 2014 e que desde então tem aumentado. Quem mostrou os logos recriados foi o site The Roosevelts.

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Desde a denúncia do Guardian, vieram muitos problemas em relação ao país do Oriente Médio. O próprio Guardian fez um documentário humanizando os trabalhadores escravos do país, em um triste relato da situação. A BBC teve jornalistas presos recentemente no país e antes disso o Catar não liberou os nepaleses para se despedirem dos mortos na tragédia no país. Jornalistas alemães também foram presos investigando a questão do trabalho escravo no Catar e o governo catariano já obrigou trabalhadores a correrem uma maratona para “provar” que os trata bem.

Há ainda a questão política. A Fifa sabe que mexer na Copa do Mundo do Catar é um ninho de marimbondo, mas manter a Copa por lá não tem sido um alívio. As ligas europeias ficaram possessas com a confirmação que a Copa do Mundo seria disputada no fim do ano, não no meio, como é tradicional. Por isso, a Fifa precisou aumentar a indenização paga aos clubes. Mostramos que a Fifa, apesar de todos os problemas, tem feito tudo para manter a Copa por lá e é cada vez mais difícil o Mundial de 2022 deixar o Catar. A coisa é tão séria que a Fifa até deixou de ganhar muito mais dinheiro com direitos de TV, sua maior receita, para acalmar emissoras sobre a Copa ser no Catar e no fim do ano, não no meio.

É um mar de problemas no Catar e olha que nem falamos da questão da homofobia. Não é por acaso que as críticas são pesadas. Se as empresas que patrocinam o evento não quiserem ver suas marcas serem associadas, será preciso mais do que simplesmente emitir comunicados repudiando esse tipo de coisa.

Veja a galeria com os logos das empresas em forma de crítica ao trabalho escravo e violação de direitos humanos:

Via AdNews