A intertemporada dos clubes holandeses continua normal. Tirando a mudança de técnico no NAC Breda – o interesse antecipado aqui na semana passada se confirmou, e Robert Maaskant é o novo técnico -, quase todas as equipes do Campeonato Holandês fugiram do inverno europeu para os treinos. Há quem esteja nas Ilhas Canárias (caso do PSV), no Qatar (Ajax), nos Emirados Árabes (Feyenoord) ou no Algarve, em Portugal (AZ). Então, melhor não demorar e iniciar a segunda metade da análise do primeiro turno da Eredivisie, que volta já na semana que vem.

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PSV 

Posição: 1º lugar, com 43 pontos

Técnico: Phillip Cocu

Time-base: Zoet; Arias, Rekik, Bruma e Willems; Hendrix, Wijnaldum e Guardado; Narsingh, Luuk de Jong e Depay

Artilheiros: Luuk de Jong e Memphis Depay (10 gols)

Destaque: Luuk de Jong e Memphis Depay (atacantes)

Objetivo do início: título

Avaliação: Com um time altamente entrosado e seguro, o PSV segue como o principal favorito. Se tiver atenção para evitar tropeços, o título holandês é bastante provável

Por mais que a temporada passada tivesse deixado o time em ponto de bala para, enfim, tentar quebrar o jejum de sete anos sem títulos, ainda havia dúvidas sobre os Eindhovenaren. Afinal de contas, um time-base ainda jovem (a média de idade da escalação citada é de 22,5 anos) conseguiria estar maduro para fazer frente ao domínio do Ajax? Já na terceira rodada, veio a resposta, em forma de um categórico triunfo dos Boeren contra os de Amsterdã: 3 a 1 em plena Amsterdam Arena. E durante todo o primeiro turno foi assim. O entrosamento construído ao longo de 2013/14 deu frutos agora, rendendo uma equipe segura e potencializando as qualidades de cada setor.

Na defesa, Bruma e Rekik se encaixaram a ponto de verem seus desempenhos melhorarem (o primeiro até voltou à seleção holandesa). Além disso, após um período de amadurecimento, no qual ficou de fora da Oranje, Jetro Willems mostrou ter colocado a cabeça no lugar – até para saber melhor proteger a defesa sem perder seu instinto ofensivo, sendo o melhor lateral da Eredivisie e também retornando à seleção. No meio-campo, Wijnaldum arma bem as jogadas e ainda chega para concluir, enquanto Guardado e Hendrix seguram bem as pontas. Finalmente, o ataque mostra um Depay que segue em ótima fase, um Luuk de Jong que teve ótimo fim de 2014 em campo e um Narsingh que volta à boa forma. O resultado? Campanha perfeita em casa (nove jogos em Eindhoven, nove vitórias); melhor ataque (48 gols); melhor defesa (14 gols)… enfim, razões não faltam para a torcida do PSV estar otimista com um novo título.

Ajax

Posição: 2º lugar, com 39 pontos

Técnico: Frank de Boer

Time-base: Cillessen; Van Rhijn, Veltman, Moisander e Boilesen; Serero, Klaassen e Andersen (Viergever); Schöne, Milik (Sigthórsson) e El Ghazi (Kishna)

Artilheiro: Arkadiusz “Arek” Milik (8 gols)

Destaque: Lasse Schöne e Davy Klaassen (meio-campistas)

Objetivo do início: título

Avaliação: Falhas defensivas e tropeços desnecessários colocaram os Godenzonen atrás do PSV. Mas distância ainda é reversível, e a equipe continua atenta. Se o líder falhar, estará à espreita para se aproximar do pentacampeonato inédito no futebol holandês.

O fastio visto no final da temporada passada, somado a duas perdas importantes na janela de transferências (Blind e Siem de Jong), faziam prever uma reformulação que traria certas dificuldades ao atual tetracampeão holandês. Elas ocorreram, mas com impacto menor do que o esperado: Frank de Boer fez algumas alterações no time, que deram certo. Schöne, por exemplo, em nada sentiu a ida para a ponta-direita. Continua sendo um dos melhores jogadores da Eredivisie, oferecendo opções de jogo e cobrando faltas com maestria. Recuado para a armação, o atacante Davy Klaassen não tem brilhado tanto para a torcida. Imagine se brilhasse: é o jogador com mais assistências no campeonato (17). E tanto Ricardo Kishna quanto Anwar El Ghazi têm sido gratas revelações, com jogadas insinuantes pela esquerda. Na finalização, o polonês Milik enfim engrenou, aproveitando as atuações um tanto irregulares de Sigthórsson.

Já a defesa traz mais preocupações. Na liga, a média é de um gol sofrido por jogo (17 em 17); na Copa da Holanda, a vexatória eliminação nas oitavas de final (4 a 0 para o Vitesse em plena Amsterdam Arena) ocorreu principalmente por uma atuação tétrica da dupla formada por Veltman e Denswil. A diretoria Ajacied já tomou suas providências para acalmar o setor: o capitão Moisander, que pretendia deixar o clube agora, não teve a saída permitida, e Denswil foi despachado para o Club Brugge sem deixar muitas saudades. Pelo menos, no gol, Cillessen mostra boas atuações, cada vez mais seguro. Outro problema são tropeços inesperados, como o empate contra o ADO Den Haag. Ainda assim, os Ajacieden seguem quatro pontos atrás dos Boeren, uma desvantagem acessível. Está difícil dos Eindhovenaren tropeçarem, mas o Ajax está a postos para aproveitar caso aconteça.

Feyenoord

Posição: 3º lugar, com 31 pontos

Técnico: Fred Rutten

Time-base: Vermeer; Wilkshire, Van Beek, Kongolo e Nelom; Clasie, Immers e El Ahmadi; Manu, Kazim-Richards (Te Vrede) e Boëtius (Te Vrede)

Artilheiro: Colin Kazim-Richards (7 gols)

Destaque: Kenneth Vermeer (goleiro)

Objetivo do início: título

Avaliação: No início do campeonato, o impacto das perdas na janela de transferências foi mais forte do que o esperado. Mas o Stadionclub se recompôs, com ênfase na defesa, e segue firme em direção a uma vaga em torneios continentais.

Em campo, De Vrij, Martins Indi, Janmaat e Pellè. No banco, Ronald Koeman. Com tantas perdas de impacto, esperava-se que o Feyenoord sofresse em suas esperanças de título no Campeonato Holandês. Só que o início da temporada indicava coisa ainda pior: o time chegou a ficar cinco partidas sem vencer na Eredivisie, quase perdeu a vaga na fase de grupos da Liga Europa, e ainda foi eliminado na Copa da Holanda. A pressão não era nada bem vinda para um elenco que ainda se recompunha. Era preciso urgentemente fazer algo. Fred Rutten fez: fortaleceu a defesa, formada por jogadores jovens. Ela se acalmou, se entrosou (Van Beek e Kongolo mostraram atuações promissoras), e uma invencibilidade de 605 minutos sem tomar gols no campeonato fez o time ascender.

Grande responsável pela segurança da defesa, Vermeer justificou plenamente sua polêmica contratação junto ao arquirrival Ajax: ágil como sempre e seguro como poucas vezes fora, o goleiro evoluiu demais e recuperou autoconfiança. No meio-campo, a agilidade de El Ahmadi e Clasie ajudou na marcação e melhorou a criação das jogadas. O ataque ainda deixa algo a dever, é verdade: só no fim da temporada Kazim-Richards melhorou de produção, enquanto Elvis Manu e Mitchell te Vrede caíram – a ponto de Toornstra, meio-campo de origem, ser improvisado no setor. Mas a ascensão na Eredivisie e a classificação na Liga Europa reanimaram o Stadionclub. Se o título é uma meta distante (são oito pontos de distância para o Ajax), garantir vaga em competições continentais é uma meta até fácil. Está claro: o Feyenoord voltou a ser respeitado na Holanda.

Zwolle 

Posição: 4ª posição, com 29 pontos

Técnico: Ron Jans

Time-base: Hahn; Van Polen, Van der Werff, Sainsbury e Van Hintum; Lam (Brama) e Rienstra; Lukoki, Jesper Drost e Ryan Thomas (Saymak); Necid

Artilheiro: Tomas Necid (8 gols)

Destaque: Tomas Necid (atacante)

Objetivo do início: play-offs por vaga na Liga Europa

Avaliação: O 2014 surpreendente que o clube viveu pode muito bem ter sequência em 2015. Basta o time manter o entrosamento – e suprir a saída de Necid

Não economizemos nos elogios: 2014 foi o melhor ano da história do Zwolle. Nem nos melhores sonhos do mais otimista torcedor dos Dedos Azuis esperava-se o que ocorreu. Primeiro, foi o título da Copa da Holanda, com goleada sobre o Ajax na final; Depois, novo título conquistado sobre os Ajacieden, agora pela Supercopa da Holanda (e em plena Amsterdam Arena). A passagem pelos play-offs da Liga Europa foi rápida, mas rendeu até filme mostrando as aventuras da torcida. Nada mais era necessário. Mas aconteceu. A equipe de Ron Jans seguiu bastante entrosada e aguerrida.

Isso rendeu uma campanha novamente satisfatória na Eredivisie, com direito até a vitória sobre o líder PSV (3 a 1) e empate sem gols contra o Ajax, dentro de Amsterdã. Melhor: o 4-2-3-1 parece um esquema sob medida para desenvolver cada jogador. Como os volantes/zagueiros Trent Sainsbury, convocado para a seleção da Austrália que vai à Copa da Ásia, e Thomas Lam. Ou os pontas Mustafa Saymak e Jody Lukoki, que aceleram o ataque ao serem escalados mais atrás. Ou, finalmente, Tomas Necid, que ganhou novo fôlego na carreira após o empréstimo junto ao CSKA Moscou, que já o reintegrou. Depende dos remanescentes manterem acesa a chama do sonho iniciado no ano passado.

Twente 

Posição: 5ª colocado, com 28 pontos (na frente pelo melhor saldo de gols)

Técnico: Alfred Schreuder

Time-base: Marsman (Stevens); Martina, Bjelland, Bengtsson e Schilder; Ebecilio, Mokotjo e Ziyech; Corona, Castaignos e Mokhtar

Artilheiro: Luc Castaignos (9 gols)

Destaque: Jesús Corona (meio-campista)

Objetivo do início: vaga em competições europeias

Avaliação: A campanha dos Tukkers está irregular demais para um time notável pela sua solidez. É possível seguir bem e até crescer, mas há falhas a serem corrigidas

Quatro empates nas quatro primeiras rodadas. Está certo que o Twente não é um time com obrigações históricas de dar show, mas tal desempenho era apagado demais para um clube que vem construindo uma sólida fama de ser osso duro de roer. Esse começo relativamente ruim, aos poucos, deu o tom de uma campanha irregular, com sete vitórias e sete empates. Nada mal, mas podia estar melhor. Pelo menos, as coisas parecem se assentar.

No meio-campo, Hakim Ziyech vai voltando ao bom nível que apresentava no Heerenveen, enquanto o sul-africano Mokotjo (reforço que chegou com a temporada já iniciada) e Ebecilio são incansáveis na marcação. No ataque, Castaignos retomou o saudável hábito de fazer gols, e o mexicano Jesús Corona, antes questionado (chegou a ser afastado do elenco profissional, pelo excesso de peso), voltou a jogar bem. Mas a defesa ainda traz problemas. No gol, Marsman perdeu a posição pela insegurança; e o zagueiro Bengtsson, insatisfeito, deve sair ao final da temporada. Enfim, o Twente pode fazer nova boa campanha. Mas ainda há arestas a serem aparadas. 

AZ 

Posição: 6º lugar, com 28 pontos

Técnico: Marco van Basten (até a 3ª rodada), Alex Pastoor (entre a 4ª e a 5ª rodada), Dennis Haar (interino, na 6ª e na 7ª rodadas) e John van den Brom

Time-base: Esteban; Johansson, Gouweleeuw, Hoedt e Poulsen (Haps); Ortiz, Gudelj e Haye (Elm); Tankovic, Aron Jóhannsson (Mühren) e Hupperts

Artilheiro: Nemanja Gudelj (6 gols)

Destaque: Nemanja Gudelj (meio-campista)

Objetivo do início: vaga em competições europeias

Avaliação: Os imprevistos do caminho vitimaram as chances de título dos Alkmaarders. Mas o time já parece mais calmo e pronto para tentar reagir

Com a chegada de Marco van Basten, para treinar uma equipe cuja base se mantivera firme em relação a 2013/14, as expectativas em Alkmaar eram altas para o Campeonato Holandês. Só que o mau início de campanha (em cinco jogos, três derrotas) abalou Van Basten. O espírito perfeccionista do técnico o perturbou a tal ponto que ele teve de se afastar do trabalho com o elenco, enquanto o então auxiliar Alex Pastoor segurava as pontas. Depois, ambos “trocaram de lugar”, com Pastoor sendo promovido a treinador para minorar a pressão sobre Marco, agora auxiliar. Não deu certo, e o novo comandante deixou o clube após desacertos com a diretoria. No meio disso tudo, havia um time ainda incerto.

O abatimento pelas turbulências internas era claro, e impedia o AZ de desenvolver seu potencial em campo. Só com a chegada de John van den Brom as coisas se acertaram. No campo, jogadores importantes, como Esteban e Aron Jóhannsson, recuperaram-se de lesões e voltaram a ser protagonistas. Contratado para ser o principal armador, Gudelj começou a aparecer. E surgiram algumas revelações, como o ponta-de-lança Dabney dos Santos e o zagueiro Wesley Hoedt (já cobiçado por alguns clubes – fala-se em Feyenoord, Twente e até Lazio). As coisas não ficaram perfeitas: os Alkmaarders encerraram o turno com um empate e uma derrota. Mas seguem esperanças de que o time consiga ascender, com ânimos serenados.

Cambuur 

Posição: 7º lugar, com 26 pontos

Técnico: Henk de Jong

Time-base: Nienhuis; Reijnen, Pereira, Bijker e Andriuskevicius; Bakker, El Makrini e Van de Streek (Rusnák); Narsingh, Ogbeche e Barto

Artilheiro: Bartholomew Ogbeche (8 gols)

Destaque: Bartholomew Ogbeche (atacante)

Objetivo do início: Salvar-se do rebaixamento

Avaliação: O time já sonhou até com coisa melhor no campeonato, mas continua fazendo campanha honrosa. Será necessário apenas segurar uma eventual queda

Na temporada passada, o Cambuur até fizera papel razoável, tendo em vista o baixo orçamento e o fato de estar retornando ao Campeonato Holandês após 13 anos de ausência. Ficou em 12º lugar, livrando-se com certa tranquilidade do rebaixamento. Mas nada fazia suspeitar que os auriazuis teriam vida mais fácil nessa temporada. Só que Henk de Jong, auxiliar promovido a técnico após a saída de Dwight Lodeweges, conseguiu melhorar o time – como fizera nas últimas rodadas da segunda divisão em 2012/13, quando os de Leeuwarden partiram para o título.

De Jong armou uma equipe que era confiável defensivamente (não tanto quanto o Zwolle: o goleiro Nienhuis é bem irregular). E deu a sorte de ver os reforços no ataque saírem a contento. Com relativa experiência, o nigeriano Ogbeche tem nível razoável o suficiente para fazer seus gols, enquanto o jovem esloveno Albert Rusnák, emprestado pelo Manchester City, ofereceu rapidez na armação das jogadas. E assim os frísios frequentaram até a quarta posição do campeonato, algumas vezes. O returno deverá ter mais dificuldades: afinal, Rusnák, um dos destaques, deixou o clube rumo ao Groningen. Mas a esperança de cumprir o objetivo e até conseguir bônus está em alta. 

Groningen 

Posição: 8º lugar, com 24 pontos

Técnico: Erwin van de Looi

Time-base: Padt; Hateboer, Eric Botteghin, Kappelhof e Van Nieff; Hiariej, De Leeuw e Kieftenbeld; Antonia, Chery e Hoesen (Mahi)

Artilheiro: Tjaronn Chery (5 gols)

Destaque: Jarchinio Antonia (atacante)

Objetivo do início: Vaga em competições europeias

Avaliação: Algumas decisões erradas deixaram os alviverdes patinando. Mas o crescimento de produção de alguns jogadores é a grande aposta para o time crescer

O técnico Erwin van de Looi faz um bom trabalho no Groningen – tanto que a diretoria já trabalha para renovar seu contrato. Todavia, é preciso dizer que Van de Looi tomou algumas decisões erradas no início desta temporada. Na procura pela melhor escalação, foi até duro demais com alguns jogadores, o que fez com que a equipe patinasse algum tempo algumas posições abaixo do 8º lugar atual. Só que jogadores fundamentais começaram a crescer de produção. E isso foi a chave para a reação.

Colocado constantemente no banco, por queda de produção, Michael de Leeuw (destaque do time na temporada passada) sentiu-se provocado. Foi entrando no decorrer dos jogos, fazendo gols, até que retornou aos titulares. Onde já estavam outros destaques, como o artilheiro Chery; Antonia, dos atacantes mais ágeis do campeonato; o goleiro Sergio Padt, que tem algumas ótimas atuações; e o zagueiro Eric Botteghin, seguro no miolo da defesa. Graças aos jogadores, o Groningen melhorou. Mas ainda tem boa margem para igualar o ótimo desempenho da temporada passada. 

Utrecht 

Posição: 9º lugar, com 23 pontos

Técnico: Rob Alflen

Time-base: Ruiter; Kum, Leeuwin, Markiet e Van der Maarel; Janssen, Oar e Ayoub; Duplan, Boymans (Rubin) e Peterson

Artilheiro: Ruud Boymans (9 gols)

Destaque: Ruud Boymans (atacante)

Objetivo do início: Play-offs por vaga na Liga Europa

Avaliação: Os Utregs têm um time correto. O que é bom e ruim ao mesmo tempo: não correm riscos, mas precisarão ousar para subirem de produção no returno.

Já se disse aqui (até em análises como essa) que o Campeonato Holandês volta e meia tem uma equipe que passa em brancas nuvens: não surpreende, não dá vexames, não é irregular, não nada. E o Utrecht está cumprindo esse papel agora – como já fez em outras temporadas, aliás. O time é razoável e cumpre bem a tarefa de manter-se próximo da zona de classificação aos play-offs por vaga na segunda fase preliminar da Liga Europa, o máximo a que pode aspirar atualmente. Porém, a equipe fica apenas nisso. Cumpre o seu papel sem ousar.

E poderia fazê-lo, até porque alguns jogadores de meio-campo e ataque mostram qualidades. Trazido para ser o homem-gol da equipe, Boymans cumpriu bem sua tarefa no primeiro turno, chegando a marcar cinco gols em quatro jogos, entre a 8ª e a 11ª rodada. Seu reserva, o norte-americano Rubio Rubin, também foi grata surpresa. E Tommy Oar mostra talento suficiente para ser presença frequente nos Utregs e na seleção australiana (tanto que está na Copa da Ásia). A equipe de Rob Alflen apenas faz o arroz-com-feijão, mas precisa melhorar um pouco a defesa, às vezes inconstante, e desejar mais para tentar algo maior.