Gâmbia e Argélia faziam um jogo comum nas eliminatórias da Copa Africana de Nações. O maior interesse se concentrava no que poderiam apontar os argelinos, donos de um bom time, mas que anda decepcionando nos últimos meses. Entretanto, a partida ganhou as manchetes graças ao enorme interesse da torcida gambiana por aquilo que se daria em campo – e, sobretudo, pela presença do craque Riyad Mahrez. Os 25 mil lugares no Estádio Independência, em Bakau, eram insuficientes para abrigar a multidão estimada em 40 mil. Resultado: por falta de segurança, ocorreu um atraso de uma hora e meia na partida, até que o pontapé inicial acontecesse. Ao final, prevaleceu o empate por 1 a 1 no marcador.

Ainda não está claro se a desorganização ocorreu por excesso de ingressos vendidos ou por pessoas que entraram no estádio sem pagar. Fato é que, antes do início da partida, os torcedores gambianos se amontoavam em todos os cantos possíveis. Havia centenas de pessoas atrás dos gols, havia pessoas espremidas das arquibancadas, havia pessoas em cima de muros e até mesmo penduradas nas estruturas dos refletores. Assim, a seleção argelina preferiu não entrar em campo enquanto a situação não fosse contornada. O presidente da federação, inclusive, prometeu fazer uma denúncia formal à CAF. Foram os jogadores e o técnico de Gâmbia que tentaram apaziguar os ânimos.

Muitos torcedores permaneciam em condições de risco quando o pontapé inicial finalmente aconteceu, muito tempo depois do marcado inicialmente. E as Raposas do Deserto precisaram se contentar com o empate contra os Escorpiões. Baghdad Bounedjah abriu o placar para a Argélia no início do segundo tempo, enquanto Assan Ceesay empatou dois minutos depois. Ao menos, os jogadores puderam respirar aliviados que nada pior aconteceu. Além de argelinos e gambianos, o Grupo D das eliminatórias da CAN ainda conta com Benin e Togo. Os magrebinos lideram a chave com quatro pontos conquistados.


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