Ashley Williams chega ao Everton com a missão de substituir John Stones e reforçar o time na temporada que se aproxima. Depois de oito anos defendendo as cores do Swansea e um excelente desempenho na Eurocopa deste ano, o zagueiro de 31 anos volta à Inglaterra para trabalhar com alguém que pode fazê-lo ainda melhor em campo: Ronald Koeman. Isso porque o agora técnico dos Toffees era referência nas zagas pelas quais passou como atleta. Sua grandeza era tamanha que não se limitava à função de um defensor. Fazia mais gols do que muito meio-campista e até do que um centroavante meia boca. Ashley Williams foi autor de um dos tentos de Gales na Euro. E com Koeman ele pode ser mais do que o zagueiro consistente que é. Ah, e quem disse isso foi outra referência na retaguarda. Rio Ferdinand. Ou seja, o papo é de quem conhece o assunto.

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“Parabéns para o meu companheiro número 5. Koeman apostou em uma grande contratação, a do líder, experiente e zagueiro mais consistente da Premier League nos últimos quatro, cinco anos”, escreveu o ex-jogador do Manchester United em sua conta pessoal no Twitter, se referindo à transferência de Ashley Williams para o Everton. O defensor foi comprado por um valor estimado de € 12 milhões depois do clube de Liverpool ter vendido John Stones ao Manchester City por € 55 milhões. Pensando em todos os aspectos que impulsionaram a concretização do negócio, foi uma verdadeira barganha. Apesar da ampla diferença de idade e de valor de mercado entre o galês e o inglês, as estatísticas individuais de Williams na temporada passada são superiores ao da jovem promessa, que após se transferir para o City se tornou o segundo zagueiro mais caro do planeta.

Quando Rio Ferdinand mencionou a liderança de Ashley Williams em seu tweet, ele não se restringia ao fato do jogador ter carregado a braçadeira do Swansea por três anos. O zagueiro foi desenvolvendo pouco a pouco as características de um líder em cada time que passou. Antes de ter atuado em nome dos cisnes galeses, Williams compôs a zaga do Stockport County por sete anos. Lá, era o grande capitão. Daqueles que sabem jogar bola e ainda têm a capacidade de orientar o resto da equipe sem complexo de superioridade. Seu destaque exercendo essa função foi tão grande, que foi nessa época que foi chamado para jogar na seleção de Gales. Tanto é que quando Chris Coleman chegou ao comando técnico dos Dragões, passou o posto de líder oficial de Aaron Ramsey para o agora camisa 5 do Everton.

“Ele é fabulosamente bom, um beque à moda antiga”, elogiou Barry Horne, ex-Toffee e compatriota de Williams. “Acompanhei o Swansea de perto por quatro ou cinco anos, e acho que ele perdeu menos do que uma dúzia de jogos em todos os anos que passou lá”, acrescentou. “Williams sempre foi muito leal ao Swansea. É suspeito que talvez ele possa ter forçado para ser vendido nas duas últimas temporadas, nas quais ele jogou incrivelmente bem. Mas ele não fez isso”, revelou Horne. Antes de ser anunciado pelo Everton, o zagueiro estava na mira do Arsenal. O baixo valor, as qualidades e os feitos nos últimos tempos (é válido lembrar que Gales chegou à semifinal da Euro) tornam Ashley Williams o jogador com o melhor custo-benefício desta janela da Premier League. E quem saiu ganhando foi o Everton, que contará com um excelente atleta e ainda terá dinheiro sobrando para contratar mais reforços.

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