A Federação Espanhola publicou, na última terça-feira, a nova versão do seu regulamento geral para a próxima temporada, com uma mudança importante: não existe mais a exceção que permitia aos clubes contratar jogadores fora da janela de transferências, caso um de seus atletas ficasse fora de ação por problemas físicos por mais de cinco meses.

A regra especificava que esse jogador contratado emergencialmente precisava estar atuando na Espanha e não poderia ser inscrito em competições europeias. Houve forte polêmica em torno dela no último mês de fevereiro, quando o Barcelona acionou a cláusula de rescisão do atacante dinamarquês Martin Braithwaite, após outra lesão de longo prazo de Ousmane Dembélé, o que deixou o Leganés com as calças na mão.

Como os catalães usaram a cláusula de rescisão, o clube de Madri não pode fazer nada para impedir a saída de seu principal atacante e não recebeu permissão para contratar um substituto. O Leganés foi rebaixado na última rodada, com um ponto a menos do que o Celta de Vigo, e é razoável imaginar que Braithwaite, ainda o vice-artilheiro do time naquela La Liga, com seis gols, poderia ter ajudado a arrancar pelo menos um ou outro empate

Alinhada com a Fifa, que pediu a abolição dessa exceção, a Federação Espanhola colocou o assunto em votação, ainda em março, e a única voz contra foi a do Cádiz, que representa os interesses de La Liga na comissão. Os clubes preferiam que a regra fosse mantida, mas que a contratação de emergência pudesse ser realizada apenas com a concordância do vendedor – ou seja, sem a aplicação de uma multa rescisória.

Os interesses da federação e da Fifa acabaram prevalecendo. Agora, os clubes podem contratar apenas jogadores sem contrato ou desempregados quando a janela de transferências estiver fechada, de acordo com as outras grandes ligas da Europa.

Braithwaite, com contrato até 2024, atuou 11 vezes pelo Barcelona até agora, quatro como titular e marcou um gol.

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