A importância do futebol de seleções diminuiu nas últimas décadas, mas representar o seu país ainda é capaz de ser fonte de orgulho para os jogadores. Para Giorgio Chiellini, por exemplo, chegar a 100 partidas pela Itália é “uma honra além de qualquer sonho de criança”. A partida centenária deve ser no próximo sábado, contra Portugal, pela Liga das Nações. Curiosamente, em um dia 17 de novembro, mesma data da estreia do zagueiro da Juventus pelo time nacional, em 2004, contra a Finlândia.

“Claro que tenho qualidades naturais, mas trabalhei muito para chegar a isso. A camisa da Azzurra é especial. Você não se identifica por clube, você está representando a sua nação. Você sente emoções e faz com que todo o país as sinta. Essa é uma sensação que você não consegue replicar, nem mesmo nas partidas mais importantes (pelos clubes)”, afirmou, em entrevista à Sky.

Uma carreira internacional que se aproxima dos 15 anos não decorre sem decepções ou arrependimentos. Para Chiellini, nenhuma é maior do que a Copa do Mundo. O jogador de 34 anos disputou duas e foi eliminado na primeira fase de ambas, além da tragédia de nem se classificar para o Mundial da Rússia. Com idade avançada, sabe que é pouco provável que tenha outra oportunidade.

“Sempre vou carregar esse arrependimento comigo porque claramente nunca vou jogar mais uma Copa. Fui eliminado duas vezes na primeira fase, quando poderíamos ter feito muito mais, e então não nos classificamos. Eu tenho meus arrependimentos, mas vou levar muita coisa dessa aventura fantástica comigo”, disse.

Depois da derrota para a Suécia na repescagem para a Copa de 2018, Chiellini deixou em dúvida sua continuidade na seleção italiana. Depois de refletir bastante, decidiu continuar. “Eu concluí que não poderia recusar o time nacional e não depende de mim se vou ou não. Tenho o maior respeito por quem vê isso diferente, mas eu acho que, enquanto o técnico da seleção quiser me convocar, eu tenho a obrigação moral de responder”, explicou.

Chiellini acredita que essa eliminação é um fardo não apenas para os jogadores mais experientes da seleção italiana, mas também para os mais jovens. No entanto, vê uma luz no fim do túnel, diante do trabalho do novo treinador Roberto Mancini e de uma nova geração que começa a surgir. “(O futuro) não está mais tão escuro, embora claramente os últimos dois jogos não mudaram nada. Não será um processo curto, mas é um que precisamos conduzir com segurança e confiança, que são dois conceitos nos quais Roberto Mancini sempre aposta”, encerrou.


Os comentários estão desativados.