“Para a alegria de muitos e outros nem tanto, meu ciclo chegou ao fim”. Dessa maneira, levemente irônica, Gonzalo Higuaín colocou-se oficialmente fora de consideração para a seleção argentina, depois de nove anos, 31 gols e chances perdidas em momentos decisivos que acabaram marcando negativamente sua carreira no futebol internacional.

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O último jogo de Higuaín pela seleção argentina foi na Copa do Mundo da Rússia, contra a Nigéria. Desde então, ele não constou em nenhuma lista de Lionel Scaloni, sem explicações específicas. Em entrevista à Fox Sports da Argentina, o atacante do Chelsea confirmou que foi procurado pelo treinador e o informou que não estava mais à disposição. “Quero aproveitar minha família”, disse.

Pela idade de Higuaín, ainda com 31 anos, a notícia é surpreendente. Ele conseguiria disputar mais um ciclo de Copa do Mundo. No entanto, além de forte concorrência, com novos nomes como Lautaro Martínez surgindo com força, ele também pode estar cansado de lidar com as constantes críticas, justas ou não, ao seu desempenho sempre que atua pela seleção.

Higuaín estreou sob o comando de Maradona, em uma partida das Eliminatórias Sul-Americanas, contra o Peru. Soma 31 gols em 75 jogos, três deles as finais da Copa do Mundo e de duas edições da Copa América. E nas três ele perdeu chances claras que poderiam ter mudado a história da Argentina, ainda sem um título desde 1993.

“Obviamente dói quando dizem que esta geração fracassou ou não alcançou seu objetivo. É verdade, não alcançou seu objetivo, mas fracassar me parece uma palavra enorme para um grupo que chegou a três finais. Fracassar é não se classificar ao Mundial, é não executar um projeto”, disse.

Desde a Copa do Mundo, atacantes mais jovens como Icardi, Giovanni Simeone e Lautaro Martínez ocuparam o comando de ataque, nos amistosos em que Scaloni deu chance a uma série de jogadores, pensando no futuro. Um futuro que agora não conta mais com Higuaín.