Paolo Montero foi um jogador de muito prestígio no Uruguai e no futebol italiano. Formado pelo Peñarol em 1990, transferiu-se cedo para o futebol italiano. Jogou pela Atalanta e depois foi para a Juventus, onde ficou por nove temporadas e viveu o seu auge como jogador. Esteve na seleção do Uruguai de 1991 a 2005, quando se aposentou. Do alto do seu prestígio, ele fez elogios a Diego Forlán, Diego Lugano, a Luis Suárez e ao maestro Oscar Tabarez, técnico da seleção.

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“Não tive a sorte de ser dirigido pelo maestro, mas a verdade é que nestes 10 anos ele fez história e não só pela seleção principal. Organizou, encontrou bons líderes. Ele esteve no Milan, no Boca, levou essa organização e olha onde estamos. Veja o centro de treinamento, grama sintética, academia, salas, os jogadores viajam confortáveis. Ele também colocou as seleções de base para jogar em finais de mundiais. Assim, eu aplaudo o maestro”, avaliou Montero, em entrevista ao programa de TV U-ru-guayo.

Tabárez, chamado de maestro pelos uruguaios, assumiu o comando da seleção pela segunda vez na carreira em 2006, justamente após a campanha fracassada para chegar à Copa da Alemanha. Desde então, conseguiu grande sucesso com a seleção, indo às Copas de 2010, quando foi semifinalista, e 2014, caindo nas oitavas de final, e com boa campanha rumo a 2018. Além disso, conquistou a Copa América de 2011.

Conhecido por seu estilo duro, o zagueiro não viveu os melhores anos da seleção uruguaia. Jogou a Copa do Mundo de 2002, mas a campanha da seleção charrua foi decepcionante, sendo eliminada na primeira fase. Ele jogou na seleção até 2005, quando era o capitão uruguaio na campanha das Eliminatórias. O Uruguai foi à repescagem contra a Austrália, o país que tinha derrotado na disputa por vaga em 2002. Só que desta vez, os australianos levaram a melhor. Montero, então, se aposentou da seleção.

Até por isso, ele valoriza muito o que fizeram Diego Lugano e Diego Forlán. “Você tem que lavar a boca para falar de Forlán e Lugano. Forlán foi um dos melhores profissionais que eu já vi, um animal”, descreveu Montero. “Por exemplo, quando acabava o treino, íamos tomar mate e ele ficava treinando chutes, cobranças de falta… Um animal”, elogiou o ex-zagueiro. “Lugano, outro animal. Um ganhador nato. E na verdade, tudo que conseguiram eles mereceram pelo profissionalismo que tiveram”.

Além dos dois jogadores que já não atuam mais na Celeste, Montero fez elogio a Luis Suárez, atual camisa 9 e principal jogador do Uruguai. O elogio que o Montero fez não é pouca coisa. “De todos que vi, e vi Sosa e Francescoli, mas penso que Luis Suárez é o melhor dos últimos 20 ou 30 anos, sem dúvida”, disse o ex-capitão Celeste.

Enzo Francescoli é um dos grandes jogadores uruguaios de todos os tempos. Atuou de 1982 a 1997 na seleção uruguaia conquistando três Copas América, em 1983, 1987 e 1995. Esteve na Copa de 1990 além de ter passagem marcante pelo River Plate. Já Rubén Sosa entre 1984 e 1995 pelo Uruguai e em grande clubes europeus. Para Montero, porém, Suárez é o melhor deles. Já conquistou uma marca importante ao se tornar o maior goleador da Celeste, com 48 gols em 91 jogos.

Montero, atualmente com 45 anos, se tornou técnico. Dirige o Rosario Central, da Argentina, depois de passar pelas categorias de base do Peñarol e dirigir Boca Unidos e Colón. Como jogador tem o recorde de expulsões na Serie A italiana, com 16 cartões vermelhos. Em toda carreira, foi expulso 21 vezes. Foi uma figura importante no futebol uruguaio e tem autoridade para falar sobre seleção.