Dois jogadores, em particular, simbolizam o fortalecimento do Palmeiras sob o comando de Luiz Felipe Scolari: Dudu, o líder técnico, e Deyverson, que, no começo, destacou-se muito pela força de vontade, mas agora começa a fazer gols decisivos também. Ambos brilharam na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, neste domingo, no Pacaembu, especialmente o camisa 7 alviverde.

A partida era um confronto direto. Vitória gremista poderia embolar as primeiras posições, ainda mais depois de o Flamengo ganhar do Fluminense, no sábado, e com o triunfo do Internacional sobre o São Paulo. Para o Palmeiras, os três pontos confirmariam a ponta, além de quase eliminar um candidato ao título. Porque, a nove rodadas do fim, o Grêmio, invicto há quatro partidas pela liga brasileira, tem que remar tudo de novo: está a oito pontos da primeira colocação.

O Palmeiras, por sua vez, manteve três de vantagem para o Internacional, com o Flamengo próximo, a quatro, e o São Paulo mais distante, a sete. Pinta como um dos favoritos para levantar o caneco novamente, e é impossível retirar os méritos de Felipão. Às vezes na marra, às vezes na bola, o técnico ainda não foi derrotado pelo Brasileirão nesta passagem pelo Palmeiras. São três empates e nove vitórias.

Contra o Grêmio, foi na bola. O Palmeiras se impôs com tranquilidade contra um dos semifinalistas da Libertadores. Um time muito desfalcado: Marcelo Grohe, Ramiro, Léo Moura, Cortez e Everton ficaram fora por recomendação médica, e Kannemann está com a seleção argentina. Felipão mesclou seus times. A zaga teve Gustavo Gómez e Luan, mas o ataque foi formado por Willian e Dudu, ao lado de Deyverson.

Dudu foi o dono do primeiro tempo. Teve muita liberdade pela direita e tomou as decisões corretas para levar perigo ao gol de Paulo Victor. Já havia feito jogadas importantes pelo setor quando, aos sete minutos, cruzou na primeira trave. Deyverson atacou a bola, dividindo com Marcelo Oliveira, e o desvio ainda acertou o travessão antes de cruzar a linha. O gol foi dado pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro para o atacante palmeirense.

Fiéis às suas estratégias, o Grêmio apostou na troca de passes, mas sem muita eficiência. A melhor oportunidade surgiu dos pés de Cícero, que levantou para Pepê desviar, com perigo. O Palmeiras, por sua vez, tentava aproveitar os espaços com muita velocidade. Em uma arrancada, Dudu deixou com Deyverson e recebeu de volta dentro da área. Escorregou, mas, mesmo caído, conseguiu rolar para Bruno Henrique, na boca do gol. Cícero cortou em cima da linha.

A dinâmica da segunda etapa foi parecida. O Grêmio ficou com a bola, mas encontrava muitas dificuldades para ameaçar Fernando Prass, que não precisou fazer nenhuma defesa. Todas as três finalizações dos visitantes foram para fora. O Palmeiras aguardava a chance de matar a partida. A primeira caiu nos pés de Dudu, que escapou pela meia-direita, mas chutou em cima de Paulo Victor.

A segunda foi com Deyverson, e o lance simbolizou a força de vontade do atacante. Gómez deu um chutão para a frente. Bressan tentou um corte meio estranho, para cima, e Deyverson dominou mal. Mas se recuperou e parou à frente do zagueiro. Puxou com a perna esquerda para a direita e soltou na saída de Paulo Victor para fazer 2 a 0.

O Palmeiras tinha uma sequência complicada. Enfrentaria Cruzeiro, que não coloca medo em ninguém no Brasileiro, São Paulo, fora de casa, e o Grêmio. Ganhou as três partidas e se firmou na primeira colocação do campeonato.