A seleção argentina não conquista a Copa do Mundo desde 1986, ou qualquer troféu há 25 anos, mas tem as melhores armas em muitos anos para quebrar essa escrita. Essa é a opinião de Pablo Aimar, ex-jogador e atualmente técnico do sub-17 da Federação Argentina. Em contato com a futura geração de jogadores do país, acredita que dificilmente pela frente virão jogadores tão bons quanto os atuais.

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“Esta é a melhor seleção argentina em não sei quantos anos. E digo além de Messi, que é o número 1. Esta geração jogou três finais, uma de Copa do Mundo, que perdeu na prorrogação, e outras duas de Copa América, perdendo nos pênaltis. E já estão em outro Mundial e são candidatos outra vez. Está claro: o que virá depois dificilmente estará neste nível”, disse, em longa entrevista ao jornal La Nación.

A opinião de Aimar vai de encontro às críticas de que estes jogadores não conseguiram conquistar nenhum título para uma seleção que não é campeã de nada desde 1993. “O futebol aceita todas as opiniões, mas há pessoas que não entendem e não vão entender”, afirmou. “Espero que eles façam um bom papel no Mundial. Seria uma grande pena se não fizessem. Esses rapazes são os atuais vice-campeões do mundo e supostamente estão contestados. Jogaram uma final de Copa, pelo amor de Deus”.

Questionado sobre quais foram os melhores jogadores que viu jogar, Aimar citou Zidane, Ronaldo Fenômeno, Messi, “um animal”, Ayala, “bestial”, Ortega e Gallardo. Mas guardou palavras especiais para Javier Saviola. “Se ele jogava na minha equipe, e atuamos três anos no River e três em Lisboa (no Benfica) e algumas vezes na seleção, eu entrava em campo com mais vontade porque pensava que este louco via o mesmo que eu e, então, era provável que eu jogasse bem”, encerrou.


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