O poderio da seleção uruguaia é inegável. A Celeste é bicampeã mundial, bicampeã olímpica, a maior vencedora continental. Uma força renovada nos últimos anos, com a presença na semifinal da Copa de 2010 e o título da Copa América de 2011. Mas que, no entanto, não consegue se refletir nas Eliminatórias. Os uruguaios provavelmente terão que passar pela provação da repescagem pela quarta edição consecutiva do torneio.

No fundo, a equipe de Óscar Tabárez sabe que sua sorte poderia ser muito pior. As três vitórias seguidas nas rodadas anteriores evitaram uma eliminação que parecia palpável. Porém, para ficar com a vaga direta, o Uruguai precisava arrancar pontos do Equador em Quito. Uma parada duríssima, já que La Tri conquistara até então 19 de seus 22 pontos nas Eliminatórias em casa. E, no fim das contas, deu a lógica. Os equatorianos foram superiores durante todo o tempo e venceram por 1 a 0, gol de Jefferson Montero, em resultado que também valeu a eliminação da Venezuela.

Para evitar a repescagem, a Celeste dependerá de uma combinação de resultados na rodada final que parece inimaginável. O time precisa torcer para que haja um vencedor entre Chile x Equador, bater a Argentina em Montevidéu e ainda tirar a diferença no saldo de gols para quem perder em Santiago – quatro tentos para os chilenos e seis para os equatorianos. Para piorar, La Roja e La Tri só precisam de um ponto para ficar com a vaga direta, o que torna as chances de um “jogo de comadres” considerável.

A certeza ao Uruguai? De que provavelmente conhecerá mais um continente nos próximos meses. A Jordânia está um nível abaixo de Austrália e Costa Rica, adversárias nas repescagens anteriores, e dificilmente colocará em risco a classificação da Celeste à Copa. E a experiência em situações do tipo é um diferencial a mais para a equipe de Luis Suárez e Edinson Cavani.