Oswaldinho de Oliveira finalmente chegou lá

- Meu amor, liso aqui só o Rafael Marques e... bom, deixa pra lá.
– Meu amor, liso aqui só o Rafael Marques e… bom, deixa pra lá.

por Raphael Zarko (@raphazarko)

Havia reparado quando da chegada de Oswaldo de Oliveira. Pensei que ele estava mudado. Primeiro que a voz estava muito, mas muito parecida com a de Antônio Lopes, nosso querido delegado. Depois que aquela certa empáfia, confundida com extrema soberba, estava um pouco mais leve. Um pouco mais atraente, por assim dizer. Nada a ver com aqueles belos olhos azuis. Ui.

Por falar nisso (na arte da sedução oswaldiana), sabe que esta modelo de 25 anos (na foto ao lado tinha 20 aninhos…), chamada Jennifer, é a dona do coração de Oswaldinho? Pois é. E tem mais: em 2004, saiu na imprensa que ele deu em cima da moça na Sapucaí. Quando ainda era casado. Rapaz…

Oswaldo é campeão paulista, do Japão e até do mundo, sem sair do Rio de Janeiro. Só não foi campeão Brasileiro porque peitou Eurico Miranda – teria aprendido com o Doutor a intimidar adversários? Mas nunca fora um personagem. Não tem o jeito bonachão de Joel Santana ou aquele jeitão caricato de Felipão. Passa longe também do emotivo ao extremo, marca de Abelão, ou do sentimental para paulista ver, típico de Tite.

Mas finalmente o técnico se encontrou no Botafogo. Não pelo time que formou, mas pela personalidade menos mosca morta que apresentou ao torcedor brasileiro. Quase que debochadamente, Oswaldinho – que, aliás, recebeu ótimo e inofensivo apelido de OdeO dos botafoguense, só imprimindo mais charme nessa fase pós-nipônica – desqualificou as críticas de Loco Abreu. Com autoridade, sim, inclusive de quem trouxe Rafael Marques, mas também com aquele sorrisinho de canto de rosto. Ele pediu para não falar mais no assunto, mas tinha uma cara de “quero zoar mais” que não me enganou.

Em Bangu, ele bradou que “era de Realengo” e chamou dois ou três botafoguenses de vagabundo, ganhando de vez nossos corações. Tenho certeza que aquele rapaz chamado de vagabundo guarda com carinho até agora aquela doce ofensa. Oswaldo parou sua trajetória após o jogo, olhou o relógio e se preocupou em sacanear um torcedor. Mais sensível, impossível. Ou impassível.

E agora, ao pedir ao time que fosse para cima dos putos tricolores, apenas demonstrou toda noção de conhecimento do adversário. Pena que aquele jeitão inflamado tenha chegado tão tarde à imagem de Oswaldo. Parece que o sambista carioca de Realengo só agora está se revelando como parte do folclore tão necessário ao futebol. Eu curto. Pra cima deles, Oswaldinho!