Como em toda edição do maior torneio do continente, os jogadores brasileiros têm presença garantida nos elencos das equipes, alguns com status de estrelas internacionais. Na edição passada, dos quatro principais artilheiros, três eram brasileiros, cabendo ao atacante Ricardo Oliveira, ex-São Paulo, o prêmio de melhor marcador da competição, com 12 gols. No total, os atletas brasileiros marcaram 60 vezes.

Porém, apenas dois tiveram a honra de receber a medalha de ouro, pelo Ulsan Hyundai (Coreia do Sul), que foi o campeão após 3 a 0 sobre o Al Ahli (Arábia Saudita): o atacante Maranhão, 28 anos, passou por equipes do interior paulista (Marília, Sertãozinho e Monte Azul), indo atuar no futebol japonês no final da década passada. Ele continua no clube, que não garantiu vaga na edição 2013. Outro é o atacante Rafinha, 25 anos, revelado pelo Nacional de São Paulo, titular na final e que também continua na equipe em 2013.

Na atual temporada, 38 jogadores brasileiros estão espalhados por 21 clubes, até o fechamento da matéria. Outras 11 equipes, duas do Uzbequistão (Pakhtakor e Bunyodkor),  duas da Tailândia (Muangthong United e Buriram), dois iranianos (Esteghlal e Sepahan), além de Al Ain (Emirados Árabes), Sanfreece Hiroshima (Japão), Central Coast Mariners (Austrália), Pohang Steelers (Coreia do Sul) e Gizhou Renhe (China) decidiram não apostar no talento tupiniquim. Veja os nomes mais importantes:

Destaques

Ricardo Oliveira: experiente, o atacante de 32 anos fez história na Portuguesa, no São Paulo e no futebol da Espanha. Há três anos no Al Jazira, Ricardo Oliveira quer ser o primeiro brasileiro a ser duas vezes artilheiro da Liga dos Campeões da Ásia.

Nenê: Ex-PSG, o meia de 31 anos chega como reforço de peso ao Al Gharafa (Catar) e pode ajudar o time a marcar muitos gols. Falta conseguir entrosamento com os companheiros.

Alex, do Al Gharafa
Alex, do Al Gharafa

Alex: o ex-meia de Inter e Corinthians também se rendeu às cifras polpudas do Al Gharafa e pode fazer ótima dupla com Nenê. Além das cobranças de falta precisas, claro.

Victor Simões: nunca foi unanimidade no Botafogo, pelo contrário, mas os sete gols no torneio da temporada passada credenciam o atleta do Al Ahli a uma boa campanha particular.

Nilmar: eterna promessa na seleção, Nilmar nunca se firmou, mas ainda tem 28 anos e sonha em fazer um bom ano no Al Rayyan. Mais um episódio de eterna promessa ou agora vai?

Zé Carlos: artilheiro máximo pelo Criciúma na Série B 2012, o atacante de 29 anos se rendeu ao pé de meia e embarcou para jogar no Jiangsu Sainty (China). Será que os gols vão continuar acontecendo?

Jorge Wágner: aos 34 anos, o experiente meia canhoto está há três anos no Kashima Reysol (Japão) e ainda nutre condições de ajudar. Ainda mais nas cobranças de falta, sua característica principal.

Eternas promessas
Bruno César, do Al Ahli
Bruno César, do Al Ahli

Bruno César: melhor momento da carreira no Santo André, promessa de seleção brasileira e Corinthians, depois Benfica. Ainda com 24 anos, Bruno César não conseguiu confirmar seu momento e agora terá a chance de jogar mais vezes no Al Ahli (Arábia Saudita).

Ciel: o habilidoso atacante passou por vários clubes do Nordeste, mas apareceu mesmo no ASA. O atleta de 30 anos já teve chances por Ceará, Fluminense, América de Natal, mas foi no Al Shabab (Emirados Árabes) que se firmou. É o terceiro ano dele no clube.

Léo Lima: oportunidades em vários grandes do Brasil, sem muito sucesso. Léo Lima decidiu embarcar para os Emirados Árabes e está há três anos no Al Nasr. Ele foi o primeiro brasileiro a marcar na temporada, fazendo o terceiro contra o Lokomotiv Tashkent (Uzbequistão), na fase preliminar.

Elkeson: estrelato no Vitória, jogos não tão bons pelo Botafogo, mas convocações para a seleção. Elkeson apareceu como grande promessa e ainda é novo (23 anos), mas perdeu status, preferindo ir atrás dos salários do Guangzhou Evergrande (China), de Dario Conca.

André Lima: amado e odiado pelos gremistas, o atacante de 27 anos aceitou proposta do Beijing Guoan (China), ao ver que teria muitos concorrentes no ataque do time gaúcho. É a terceira passagem dele no exterior.

Sumidos
Afonso Alves, do Al Gharafa
Afonso Alves, do Al Gharafa

Afonso Alves: famoso por alguns golzinhos na Holanda, Afonso foi para a seleção brasileira de Dunga, mas logo ficou esquecido. Aos 32 anos, o atleta está há cinco temporadas no Catar, defendendo o Al Gharafa em 2012-13.

Fernando Menegazzo: surpresa de Dunga na convocação da Copa América 2007, o zagueiro, ne época no Bordeaux, fez apenas oito jogos, e acabou preterido. Há dois anos no Al Shabab (Arábia Saudita), Fernando é um dos mais experientes do elenco.

Anderson Martins: zagueiro revelado pelo Vitória, Anderson se destacou no Vasco, ao lado de Dedé, e rumou para o El Jaish (Catar). Flamengo e Corinthians tentaram repatriá-lo em 2013, mas o clube catariano não permitiu.

Rodrigo Tabata: surpresa no Goiás, logo foi contratado pelo Santos, mas não fez o mesmo sucesso. Depois de passar pela Turquia, Tabata criou raízes no Al Rayyan, em que está desde 2010. Ainda tem a habilidade, mesmo aos 32 anos.

Desconhecidos
Eninho, do Jeonbuk Motors
Eninho, do Jeonbuk Motors

Eninho: ídolo na Coreia do Sul e quase integrante da seleção nacional (não lhe foi permitida a naturalização), Eninho começou no Mogi Mirim, mas apareceu em Alagoas, no CRB. Está na Ásia desde 2007 e faz parte do Jeonbuk Motors.

Jhonatan: aos 24 anos, o atacante foi revelado no Vitória, mas passou por Grêmio, Figueirense e Juventude, sem sucesso. Em 2011, o atleta foi para a Moldávia, onde se destacou pelo Sheriff Tiraspol, ganhando contrato no Tractor Sazi (Irã).

Carlos Santos: o zagueiro foi cria do São Paulo, mas logo rumou para a Croácia, onde ficou cinco anos. Está há duas temporadas no El Ettifaq (Arábia Saudita).

Wesley: atacante revelado na Ponte Preta, fez sucesso mesmo na Romênia, pelo Vaslui (cinco anos na equipe), mas viu no Al Hilal (Arábia Saudita) boa possibilidade de ganhar uns trocados, já que tem 32 anos.

Adi: começou no Apucarana, Adi jogou em clubes importantes da Espanha, como os rivais Bétis e Sevilla. Desde 2006 atua no FC Seoul (Coreia do Sul), pelo qual tem quase 200 partidas, aos 36 anos.

Cléo: atacante naturalizado sérvio, mas impossibilitado de jogar pelos europeus por causa das regras da FIFA, foi revelado pelo Comercial, passando por Atlético Paranaense e Estrela Vermelha. Foi contratado nesta temporada pelo Kashiwa Reysol (Japão).