O Barcelona atropelou o Santos. A goleada por 8 a 0 no Camp Nou ficou barata, especialmente pelo desempenho dos titulares blaugranas no primeiro tempo. Poderia muito bem ter sido nove, dez, quem sabe 11, igualando a maior goleada sofrida pelo Peixe em sua história. A diferença entre os dois times ficou evidente. Mas, que fique frisado, entre os times. O resultado nem de longe demarca o abismo entre clubes europeus e brasileiros.

A postura do Santos no primeiro tempo impulsionou o massacre. Talvez pensando que o Barcelona iria levar o amistoso sem interesse, o Santos deixou espaços demais na marcação. Não foi assim. Messi, Iniesta, Xavi e companhia mantiveram a seriedade e engoliram os alvinegros. As tabelas saíam com uma facilidade tremenda. E não dá nem para culpar a inexperiência dos santistas, já que Neílton, Leandrinho e Galhardo eram os únicos garotos.

O Santos é um time mediano para o nível do futebol brasileiro. Jogou abaixo de seu próprio nível, mesmo se estivesse enfrentando outro time qualquer da Série A, e pagou caro por isso. Da mesma forma como o São Paulo tem suas fraquezas e se retrancou contra o Bayern Munique, derrotado por apenas dois gols de diferença na Copa Audi. O que não quer dizer que todos os clubes brasileiros precisam enfrentar como pequenos os europeus.

O Corinthians no Mundial de 2012 é o maior exemplo. Não abdicou de seu estilo para se fechar em torno de sua área e encarou o Chelsea de igual para igual. Em parte considerável do jogo, foi superior aos Blues e, não à toa, conquistou o título. Da mesma forma, um time bem montado, com consciência tática e qualidade técnica, pode encarar outro europeu de igual para igual.

O Bayern Munique que não deixou pedra sobre pedra em 2012/13 é um desafio e tanto para o Atlético Mineiro em um possível encontro no próximo Mundial, especialmente pela oscilação do time de Cuca na reta final da Libertadores. Se o Galo se acertar, mesmo depois de perder Bernard, e os bávaros encontrarem dificuldades na transição de Guardiola, pensar em um jogo disputado não é nenhuma loucura. Embora os clubes brasileiros, em sua maioria, estejam abaixo dos europeus, o 8 a 0 sofrido pelo Santos não serve de forma alguma como parâmetro.