Os 65 anos de uma lenda do gol e da seleção argentina: Ubaldo Fillol

Um dos protagonistas no título de 1978, o arqueiro acabou eleito o melhor daquela Copa do Mundo

A Argentina sempre foi uma terra de grandes craques. Nem sempre de grandes goleiros. Mesmo alguns dos maiores times da Albiceleste não contavam com um camisa 1 confiável. Embora existam, é claro, as boas exceções. A mais notável, defendendo a meta da equipe campeã do mundo em 1978. Por mais que acusem aquele título dos argentinos, não dá para negar o goleiraço que havia sob as traves. Nem as muitas vezes em que ele salvou o time na competição, fundamental para a conquista. Ubaldo Fillol acabou o Mundial como o melhor de sua posição. Para se eternizar na história do futebol e, não à toa, dar nome ao prêmio entregue ao melhor arqueiro do Campeonato Argentino. Uma lenda que completa 65 anos.

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Revelado pelo Quilmes, Fillol estourou no Racing, onde passou uma temporada. O suficiente para ser levado ao River Plate, se tornando um dos maiores ídolos do clube. Foram dez anos em Núñez, sete títulos conquistados e três convocações a Copas do Mundo. Em 1974, atuou em apenas duas partidas. Para se tornar um monstro em 1978, um ano depois de ser apontado como o melhor jogador do futebol argentino – incluindo também aí os “de linha”. As ótimas atuações se acumularam no Mundial, sobretudo na segunda fase. Já na decisão contra a Holanda, o camisa 5 operou dois verdadeiros milagres para garantir o triunfo na prorrogação. Arrojado e dono de muita agilidade, Pato vivia o seu auge.

Naquele momento, Fillol já tinha deixado o seu legado. Mas fez mais. Além de erguer mais taças com o River Plate, também disputou a Copa de 1982 como titular e passou pelo Argentinos Juniors. Chegou ao Flamengo como grande substituto do ídolo Raúl e atuou por uma temporada na Gávea. No ano seguinte, foi vendido ao Atlético de Madrid. E voltou ao seu país, encerrando a carreira com mais três temporadas no Racing e uma no Vélez Sarsfield. Aos 40 anos, em na última partida da carreira, ainda pegou um pênalti no Monumental lotado, negando o título nacional justamente ao River Plate. Despediu-se com um último capítulo grandioso, como deve ser aos craques.