O Mineirão recebeu um daqueles jogos de seis pontos do Campeonato Brasileiro. Afinal, a esperança era o que movia o Internacional na visita ao Cruzeiro. Os mineiros não vinham de uma sequência recente tão boa, com três vitórias nas últimas sete rodadas. Do outro lado, os gaúchos somavam três triunfos consecutivos e poderiam reduzir a diferença para os líderes a apenas três pontos. Uma expectativa que durou por pouco tempo. Porque, pela forma como se impôs na vitória por 2 a 1, em especial nos primeiros 45 minutos, a Raposa deixou bem claro que só um desastre tira o título de suas mãos. E os nove pontos que abriu na liderança do Brasileirão endossam isso ainda mais.

LEIA MAIS: O recorde não veio, mas Grohe merece aplausos pelos 803 minutos sem sofrer gols

Marcelo Oliveira precisou escalar os cruzeirenses sem Ricardo Goulart e Alisson, desfalques sentidos principalmente por tudo o que vinham jogando nos últimos meses. Entretanto, se o clube é tão favorito ao bicampeonato nacional, é porque possui um elenco muito acima dos concorrentes. E, sem sentir as ausências, o Cruzeiro atuou com uma vontade impressionante contra o Inter. Acuou os adversários durante todo o primeiro tempo, em um ritmo fortíssimo.

O Inter parecia até mesmo assustado diante da fome de bola do Cruzeiro na primeira etapa. Foram seis chutes a gol apenas nos 15 primeiros minutos, um a cada 2,5 minutos. O gol saiu aos 20, com Marcelo Moreno tirando proveito de um erro de Aranguiz na saída de bola. Já a vantagem foi ampliada aos 34, em um passe sensacional de Éverton Ribeiro que Marquinhos não desperdiçou. Fábio mal era acionado do outro lado. Enquanto isso, Dida precisava trabalhar bastante para evitar uma vantagem ainda maior dos cruzeirenses.

Somente no segundo tempo é que o Internacional acordou. A entrada de Alex deu outra cara aos colorados. D’Alessandro acertou a trave de Fábio na primeira chance clara e, depois de um pênalti isolado por Willian, o próprio Alex diminuiu a diferença com um golaço de fora da área. No entanto, se o Cruzeiro não conseguiu manter o ritmo por mais do que 45 minutos, o Inter não passou dos 15. Alex passou a ser acompanhado de perto por Nilton. E, a Raposa retomou o controle da partida, com chances até de fazer o terceiro, embora os visitantes também dessem menos brechas.

O jogo contra o Inter provavelmente foi o que colocou diante do Cruzeiro o adversário mais bem colocado na tabela até o final da Série A. Na sequência da campanha, os mineiros até pegam outros clubes brigando pela Libertadores, como Grêmio, Corinthians, Fluminense e Santos. Entretanto, ninguém que pareça fazer tanta frente à Raposa. A regularidade e o elenco do time reforçam as chances do time nas 12 rodadas restantes. A não ser que aconteça uma hecatombe na Toca da Raposa ou que algum adversário emende uma sequência inimaginável, o bicampeonato parece só questão de tempo. Ainda mais com toda essa fome dos cruzeirenses.