Durante a rodada passada do Campeonato Brasileiro, pela primeira vez, uma partida acabou paralisada por causa dos cantos homofóbicos de uma torcida. O episódio aconteceu no jogo entre Vasco e São Paulo, no qual o árbitro Anderson Daronco realizou a intervenção e, após os pedidos dos jogadores e até mesmo do técnico Vanderlei Luxemburgo, os cruz-maltinos cessaram os gritos. Em resposta ao ocorrido, o Vasco publicou uma importante nota prometendo combater a questão. Já nesta sexta, todos os clubes da Série A se envolveram em uma campanha para dizer não à homofobia nos estádios.

A mensagem foi padronizada e reproduzida pelos 20 times da primeira divisão do Brasileirão. “Clubes da Série A se unem pelo combate à homofobia, não somente em campo, mas no dia a dia. São inaceitáveis práticas ainda existentes em nossos estádios: temos que dar um basta!”, escreveram, com a hashtag ‘DigaNãoàHomofobia’.

Já na imagem compartilhada, as equipes ressaltam: “Pior que prejudicar o seu time é cometer um crime. Grito homofóbico não é piada, muito menos cântico de torcida. Grito homofóbico é crime, dentro e fora dos estádios. Diga não à homofobia!”.

O posicionamento em conjunto acontece diante do risco de punição aos clubes instituído recentemente pelo STJD. Ainda assim, algumas agremiações se engajam há mais tempos na luta contra a homofobia. Agora, contam com adesões para levantar sua voz contra o problema. O mais importante, neste momento, é a conscientização que este ato coletivo pode gerar.

Acima do mero temor punitivista, é preciso tratar o tema com o devido respeito e lutar contra as diferentes formas de preconceito. Quem sabe com uma atitude ampla dos times, mais gente possa perceber o teor ofensivo e discriminatório que existem nestes gritos. As ações, além do mais, não devem ser apenas da boca para fora. As diretorias podem encabeçar outras campanhas que não se restrinjam às redes sociais. O primeiro passo foi dado.