Origi contou com a sorte para evitar uma derrota quase certa do Liverpool aos 51 do segundo tempo

Melhores em campo, os Reds iam perdendo para o West Brom de virada, mas conseguiram evitar segundo revés consecutivo

Se o Manchester United é um exemplo de como uma boa posição na tabela da Premier League não traduz exatamente o momento da equipe, o Liverpool pode ser visto como um caso de equipe que, embora não esteja bem colocada, pode vislumbrar um futuro a médio prazo positivo. Ainda se recuperando do início ruim de quando esteve sob o comando de Brendan Rodgers, o time empatou em 2 a 2 com o West Brom e terminará a rodada apenas no nono lugar. Tendo jogado em casa, o resultado poderia ser de todo frustrante, mas a maneira como a equipe evitou uma derrota acaba dando também um contraponto positivo a se observar.

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O Liverpool foi superior ao West Brom durante boa parte do jogo. Conseguiu abrir o placar com Jordan Henderson, aos 21 minutos, após ótima jogada coletiva que teve lançamento de Philippe Coutinho, ajeitada de cabeça de Lallana e finalização do capitão. O empate dos Baggies aconteceu nove minutos depois. Após cobrança de escanteio, Mignolet falhou ao tentar afastar a bola pelo alto, e ela sobrou para Dawson fazer 1 a 1. Ainda no primeiro tempo, o West Brom conseguiu a virada com Olsson, mas o tento foi corretamente anulado por posição de impedimento do jogador. O próprio Olsson, no entanto, apareceu para, no segundo tempo, aos 28 minutos, garantir a virada dos visitantes.

Apesar da bobeada defensiva do Liverpool, a derrota era um resultado duro demais para o time, que fora superior na partida. Mais do que isso, seria o segundo revés consecutivo na Premier League, após um início de trabalho incrível de Klopp nos Reds, tendo registrado oito vitórias e apenas duas derrotas em seus 13 primeiros jogos. Foi então que Origi chamou para si a responsabilidade e foi ao resgate do treinador.

O belga arrancou pela esquerda, foi buscando o melhor espaço para finalizar e contou com um desvio na zaga do West Brom no meio do caminho para vencer o goleiro e fazer o 2 a 2 aos 51 minutos do segundo tempo, só possível pelo longo atendimento a Lovren, que deixou o campo contundido e, coincidentemente, foi substituído pelo belga.

A vibração de Klopp e dos jogadores com o empate foi a maneira de extravasar a pressão sentida em um duelo que não precisava ser tão difícil, mas cujas situações circunstanciais mudaram o prognóstico inicial. É claro que celebrar um empate, em casa, conquistado no fim do jogo, contra uma equipe do porte do West Brom parece desmedido, mas, diferentemente do principal rival, o United, o Liverpool tem mostrado evolução desde a troca de técnicos. Poder contar com a sorte em um dia em que as coisas não funcionam como deveriam é importante. e dá força a esse trabalho

O momento irregular de todas as principais equipes da Premier League, que alternam boas vitórias com tropeços inexplicáveis, é ainda um elemento extra na crença de que esta pode ser uma boa temporada para os Reds, já que uma boa sequência de resultados pode bastar para colocar qualquer um na briga pelo título. Ela é necessária se o time almejar ao menos um retorno à Champions, mas a busca por um futebol mais consistente também deve ser levada em conta. Ganhar ou vencer é do jogo. Dar mostras de que o trabalho está indo para algum lugar é importante para o torcedor, e isso o time de Klopp parece mostrar mais que seus rivais atualmente.