Perto de completar oito anos no Paris Saint-Germain, Thiago Silva não poderia estar mais à vontade no clube. Tanto é que, aos 35 anos, relativamente perto de seu fim de carreira, pretende renovar o vínculo com os parisienses, possivelmente se aposentando na equipe. Em entrevista à revista France Football, disse se sentir parisiense ele próprio e demonstrou orgulho da trajetória até aqui.

Cerca de seis anos e meio separam o início de Thiago Silva no Fluminense, em 2006, do fim de sua trajetória no Milan, em 2012. Desde então, contratado pelo PSG, já acumula mais tempo do que nos outros dois clubes juntos, até então os mais longevos de sua carreira. O suficiente para o carioca estar em casa.

“Hoje, depois de (quase) oito anos aqui, com o passaporte no bolso, me sinto francês. Tenho orgulho disso. Paris não é um parêntese, é uma parte da minha vida. (…) Paris está na minha história. Ninguém poderá tirar isso de mim. Eu me sinto francês, para além do passaporte. Hoje, sou brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, mas minha segunda casa é Paris. Ninguém poderá mudar isso, serei parisiense pelo resto da vida”, contou o zagueiro.

Questionado sobre sua continuidade no clube, com o qual tem contrato até o fim da atual temporada, Thiago Silva foi direto, afirmou que essa é sua vontade e disse que em breve deverá negociar com o time parisiense.

“A ideia é permanecer no PSG e continuar a fazer o clube crescer. Os oito anos que passei aqui (até agora) podem pesar na balança. Acredito que participei do desenvolvimento do clube”, avalia.

Por maior que seja seu significado no clube, Thiago pode observar para além do seu tempo no PSG para sentir orgulho da carreira construída até aqui. Tendo se estabelecido como um dos melhores zagueiros do mundo por tantos anos, mesmo hoje olha com gratidão para o status que conquistou – especialmente por quão facilmente as coisas poderiam ter sido diferentes.

“Eu venho de um bairro pobre, onde o crime é uma opção. Eu poderia ter me virado a isso, estava muito perto de mim. (…)Poderia também ter virado cobrador, como meu irmão mais velho. Quando comecei a perder fé (em virar jogador), minha mãe me deu um ultimato: ‘Se você abandonar o futebol, irá trabalhar como seu irmão’. Então, eu me agarrei ao meu sonho: me tornar um jogador profissional. Se eu tivesse fracassado, certamente eu estaria sentado dentro de um ônibus hoje.”