Olimpíadas

Rio 2016 – Futebol Masculino: Grupo A

O grupo dos donos da casa tem, além do Brasil, Dinamarca, Iraque e África do Sul

Chegou a hora de começar a ver se o sonho do Ouro Olímpico vai mesmo se concretizar. Mais uma vez, começamos com a sensação que “se não for agora, nunca mais”. E desta vez parece haver mesmo uma grande chance do ouro terminar no peito dos brasileiros. A caminhada começa em, ao menos no sorteio dos grupos. Os adversários são apenas razoáveis ou fracos. Nem a Dinamarca, semifinalista do sub-21 europeu, vem com seus principais jogadores. Com isso, o Brasil terá o grupo mamão com açúcar, ao menos se fizer bem o seu trabalho.

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África do Sul

A última seleção africana classificada ao Rio 2016 chega para a sua segunda olimpíada. Em 2000, única participação até aqui, o time bateu o Brasil por 3 a 1 – aquele, de Ronaldinho e Alex, além do técnico Luxemburgo -, mas acabou eliminada porque perdeu os dois jogos seguintes. O time leva dois jogadores do Kaiser Chiefs, um dos principais times do país, como acima da idade, Eric Mathoho e Itumeleng Khune. É coadjuvante e classificar já seria um feito para os comandados pelo técnico Owen da Gama (sim, este é mesmo o nome dele).

Brasil

A seleção que mais trouxe jogadores de peso para a Olimpíada,o time da casa, uma das camisas mais pesadas do mundo, um elenco cheio de grandes jogadores. O Brasil entra como franco favorito à medalha de ouro e, enfim, conquistar o título que a Seleção não tem. Classificado como país-sede, o Brasil chega ao Rio 2016 com Neymar, o grande nome do time, mas traz ainda outros atacantes de muita badalação; Gabriel Jesus e Gabigol. Isso para não falar em Luan. Juntos, são os maiores talentos atuando no Brasil. Há bons jogadores em todos os setores e o técnico Rogério Micale monta um time ofensivo. Tem tudo para ser o time a ser batido.

Dinamarca

A Dinamarca chega ao Rio 2016 como o principal concorrente do Brasil no grupo, mas não tem nenhuma estrela. Trouxe três atletas acima da idade que não possuem grande repercussão: Edigeison Gomes*, que atua no Henan Jianye, da China; Lasse Vibe, do Brentford, da segunda divisão da Inglaterra, e Emil Larsen, que passou o primeiro semestre quase sem jogar no Columbus Crew, dos Estados Unidos. Voltou ao Lyngby, time da liga local dinamarquesa, no dia 10 de julho. O time foi semifinalista da Eurocopa sub-21, mas seus principais destaques não vieram.

Iraque

Quarto lugar em 2004, quando foi derrotado por Paraguai na semifinal e Itália na disputa do bronze, o Iraque volta aos Jogos Olímpicos para tentar novamente surpreender. No Asiático sub-23, o time ficou com o terceiro lugar de forma dramática. Depois de perder do Japão na semifinal, foi à disputa pelo terceiro lugar – e consequentemente vaga olímpica – com o Catar, que era sede do torneio. Venceu e veio. Trouxe, entre seus jogadores acima da idade, Hammadi Ahmad, meia que atua no Al-Quwa Al-Jawiya, time do próprio Iraque. É um time que, se passar da fase de grupos, já será uma surpresa.

GUIA DO FUTEBOL NOS JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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