São as duas melhores equipes da Libertadores 2013. Não apenas por chegar à final, mas pela consistência mostrada durante toda a competição. O Atlético Mineiro teve a melhor campanha do torneio, e, ainda que o Independiente Santa Fe tenha feito mais pontos que o Olimpia na fase de grupos, a chave dos paraguaios (com Newell’s Old Boys e Universidad de Chile) era muito mais forte que a dos colombianos (com Real Garcilaso e Tolima).

Assim, não há como contestar a presença de atleticanos e olimpistas na decisão. E também não dá para apontar um favorito destacado. O alvinegro brasileiro tem elenco mais forte e futebol mais convincente, mas o alvinegro paraguaio tem tradição e sabe como lidar com as particularidades de confrontos decisivos da Libertadores.

Jogos

Ida: 17/julho, 22h (de Brasília), no Defensores del Chaco (Assunção)
Volta: 24/julho, 22h (de Brasília), no Mineirão (Belo Horizonte)

Confrontos anteriores (na Libertadores)

4 jogos, 1 vitória do Atlético Mineiro, 2 empates, 1 vitória do Olimpia*

Campinho_Olimpia Libertadores 2013

O mapa da mina para o Olimpia

A equipe joga em um 3-5-2, esquema tático incomum nos últimos

anos e, por isso, muitas vezes causa estranhamento do adversário no encaixe da marcação. O meio-campo olimpista tem cinco jogadores que variam de posição com mais naturalidade que no 4-2-3-1, e acabam formando um bloco de bom volume de jogo. Além disso, a presença de dois atacantes tira a sobra do miolo de zaga do adversário.

Nesse cenário, o substituto de Bernard (Luan?) e Diego Tardelli precisam ajudar no combate para a inferioridade numérica do meio-campo seja pequena (cinco olimpistas contra quatro atleticanos, já imaginando que Ronaldinho marcará menos) e não leve a uma sobrecarga nos volantes Pierre e Josué.

Do ponto de vista técnico e tático (veja no comentário sobre o Atlético logo abaixo), Bernard deve ser uma figura-chave para os atleticanos. Por isso, o Olimpia precisa aproveitar que joga em casa na partida em que ele está suspenso. É a oportunidade ideal de construir um placar que lhe permita administrar o duelo em Belo Horizonte.

 

 

 

 

 

Time-base do Atlético Mineiro para as finais da Libertadores

O mapa da mina para o Atlético Mineiro

 

O Olimpia joga com três zagueiros que costumam se posicionar relativamente próximos, no centro, sem que nenhum abra demais para o lado. Como os alas não são tão eficientes no sobe-desce, deve haver espaço para o Atlético trabalhar pelas pontas. E, quando se tem Bernard (só para o jogo de volta) e Ronaldinho, essa perspectiva se torna particularmente apetitosa.

 

Cuca ainda não sabe quem colocar no lugar de Bernard, dizendo-se em dúvida entre Luan e Rosinei. O segundo daria mais segurança ao meio-campo, pode ajudar no trabalho de Josué e Pierre, mas a primeira opção pode dar grande resultado. É a chance de forçar ainda mais as jogadas pelos lados.

 

Se Josué e Diego Tardelli trabalharem bem na ligação rápida, o Atlético pode explorar contra-ataques com seus jogadores de ponta. A velocidade de Jô também seria útil para complementar esses contra-ataques. se o Atlético precisar fazer o resultado por algum motivo, a habilidade de Ronaldinho e, no Mineirão, de Bernard pode levar o trio defensivo a se quebrar, abrindo espaços.

 

 

 

 

Destinos cruzados

Atlético e Olimpia se enfrentaram em duas Libertadores: 1972 e 81. Nesta última, que marcou uma das melhores participações atleticanas no torneio, os times se enfrentaram duas vezes, com uma vitória mineira e um empate. Nos dois jogos, o goleiro do Olimpia foi Ever Almeida, atual técnico da equipe.

* O confronto de Assunção na fase de grupos de 1972 terminou em 2 a 2, mas o Olimpia ficou com os pontos da partida porque o Atlético ficou com menos de sete jogadores em campo.