Neste sábado, a partir das 15h, o Philadelphia Union recebe o Toronto para a primeira partida da nova temporada da Major League Soccer, cheia de novidades: tem clube estreando, treinadores chegando e craques explodindo. A seguir, oito histórias para acompanhar na principal liga de futebol dos Estados Unidos.

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Atual campeão em transição

O Atlanta United tenta defender o seu título, mas deve encontrar dificuldades. O treinador Tata Martino trocou o clube pela seleção mexicana, e o camisa 10, Miguel Almirón, saiu para o Newcastle. Para o comando técnico, chegou o holandês Frank de Boer, que não foi muito bem nos seus últimos trabalhos – passou menos de três meses em Crystal Palace e Internazionale. Para orquestrar o time, a reposição foi excelente: contratou Gonzalo “Pity” Martínez, campeão da Libertadores pelo River Plate. Josef Martínez, artilheiro do time na última MLS com 35 tentos em 39 partidas, continua sendo a principal expectativa de gols.

Público de primeira linha
Mercedes Benz Arena recebeu o empate entre Atlanta United e Orlando City: mais de 70 mil pessoas (Foto: Atlanta United)

O futebol pode não ser o primeiro esporte dos Estados Unidos, mas os estádios da Major League Soccer recebem um ótimo público. A média da última temporada foi de 21.906 pessoas por partida, com 88% de capacidade lotada. Foi o quarto ano seguido superando 20 mil – o que o Brasil não consegue desde a Copa União de 1987. O grande fenômeno foi o Atlanta United, atual campeão, que colocou 53 mil pessoas em média nas suas partidas no Mercedes-Benz Stadium.

Nova franquia
Jeff Berding, presidente do FC Cincinnati, Don Garber, comissionário da MLS, e Carl Lindner, dono e CEO do FCC, e John Cranley, prefeito da cidade (Photo by Joe Robbins/Getty Images)

A Major League Soccer resolveu o nosso problema obsessivo compulsivo e novamente conta com um número par de times em 2019 – 24. É a vez do Cincinnati, dono da melhor campanha da última temporada regular da United Soccer League e do recorde de público em dois anos seguidos da liga secundária dos Estados Unidos. Não fez grandes investimentos, mas tenta repetir os feitos de Los Angeles FC e Atlanta United, que chegaram aos playoffs em suas campanhas de estreia. 

Wayne Rooney goes to Washington
Wayne Rooney comemora seu gol pelo DC United contra o Toronto (Foto: reprodução DC United)

Quando Rooney estreou na Major League Soccer, em 15 de abril, na vitória por 3 a 1 sobre o Vancouver Whitecaps, o DC United estava tão longe dos playoffs quanto o jogador da Inglaterra. Havia ganhando apenas duas partidas nas primeiras 14 rodadas, quase sempre jogando fora de casa. Com o inglês em seus quadros, tudo mudou. Foram 12 vitórias nas 20 partidas seguintes, a maioria em Washington, e o clube terminou em quarto lugar. Acabou perdendo do Columbus Crew nos playoffs, mas fica a expectativa do que Rooney, que somou 12 gols e sete assistências, pode fazer em uma temporada inteira.

Novo formato de playoffs

O novo formato dos playoffs da Major League Soccer atribui mais importância aos resultados da temporada regular. Isso porque, agora, todas as fases serão disputadas em apenas um jogo, sediado pelo clube com a melhor campanha. Antes, as semifinais e finais de Conferência eram realizadas em partidas de ida e volta. Serão 14 classificados. O líder de cada lado do país pula a primeira rodada do mata-mata e entra diretamente nas semifinais de conferência.

Treinadores importantes
Guillermo Schelotto, na Bombonera, depois do empate do Boca com o River (Photo by Marcelo Endelli/Getty Images)

Frank de Boer não chega em alta à MLS, mas foi um jogador importante, ganhou quatro vezes o Campeonato Holandês com o Ajax e treinou um clube da estirpe da Internazionale. Apenas um dos nomes interessantes que veremos nos bancos de reservas americanos. Outro é Guillermo Barros Schelotto, mudando os ares no Los Angeles Galaxy para tentar esquecer a dor da derrota para o River Plate na final da Libertadores.  O San Jose Earthquakes terá o atual campeão da Concachampions, Matías Almeyda, ex-comandante do Chivas. A liga ainda terá Rémi Garde, ex-técnico do Lyon e no Montreal Impact desde 2017, e Domènec Torrent, antigo auxiliar de Pep Guardiola, e chefe do New York City. Rosto conhecido dos americanos, Bob Bradley, ex-selecionador nacional, dá as cartas no Los Angeles FC.

Zlatan sendo Zlatan
Ibrahimovic, do Los Angeles Galaxy, marca contra o Toronto (Foto: Getty IMages)

Com seu jeito falastrão, Zlatan Ibrahimovic fez uma promessa: quebrará todos os recordes da Major League Soccer em 2019. Goste ou não do personagem, o sueco tem o costume de acompanhar suas bravatas com grandes atuações. Sua primeira temporada nos Estados Unidos foi sensacional: 22 gols e 10 assistências em 27 partidas, um double-double, como dizem no basquete. O que fará Ibrahimovic na segunda?

Outras estrelas
Nani, do Orlando City (Foto: divulgação)

A liga perdeu nomes como David Villa e Sebastian Giovinco, mas Ibrahimovic e Rooney não são os únicos grandes nomes que permanecem na Major League Soccer. O Chicago Fire recontratou Bastian Schweinsteiger, cuja carreira caminha para o fim. Por sua vez, Tim Howard, do Colorado Rapids, deixou bem claro que este ano será o seu último no futebol profissional. O Orlando City contratou o português Nani, e Carlos Vela segue animando a comunidade mexicana no Los Angeles FC.