Uma coisa que a torcida do Newcastle gosta bastante de fazer é criticar Mike Ashley, dono do clube desde 2007. Depois de um começo de década empolgante, o clube foi perdendo espaço dentro da Inglaterra e se acostumou a campanhas medíocres. O proprietário não faz muita coisa para mudar isso. Os investimentos são parcos, mesmo com a situação financeira equilibrada. Ele também é acusado de outras coisas, como usar a grana dos Magpies na sua loja de materiais esportivos.

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O Newcastle passa por mais uma temporada ruim, em 15º lugar, correndo o risco de ser rebaixado mais uma vez, que nem em 2009, já com Ashley no comando. O principal problema é a falta de ambição. Bons jogadores são vendidos para terminar a temporada com o balanço mais positivo possível. O time não sai do limbo e a torcida protesta. Anda bem descontente com ele. Pede que venda o clube, mas até agora não teve sucesso. A próxima tentativa é intervenção divina.

O padre Stephen Foster torce para o Newcastle desde criança e de quando era zagueiro de um time de Perth. Sonhava em jogar partidas com a camisa listrada alvinegra em St. James Park, mas a sua vida tomou outros caminhos. Depois de uma passagem pela Austrália, ele está baseado no norte de Dublin e segue apaixonado pelo clube.

Como seus colegas torcedores, acha que o Newcastle precisa de uma mudança. Por isso, escreveu uma oração, do pai do céu ao amém, pedindo para Deus arrumar outro dono para o clube ou no mínimo mudar a mentalidade de Mike Ashley. Vamos ver se agora vai.

“Pai nosso que estais no céu,

Ouça nossas orações entre tanto sofrimento.

O St. James Park é onde queremos estar. Vencer é ótimo. Ver a paixão, a excitação, o esforço e a habilidade é extático.

Perder sempre é terrível. Leva tempo para se recuperar. Mas agora estamos sendo atacados por dentro. Estamos mais seguros financeiramente no momento, mas o custo disso é muito grande. Nenhum envolvimento em copas é permitido. Os melhores jogadores são vendidos. Terminar em uma posição medíocre na tabela é a exigência.

O balanço financeiro positivo tornou-se a coisa mais importante.

Mas não é isso que queremos.

Então, Pai, faça com que o dono veja mais do que lucro e o balanço financeiro. Que há mais na vida do que dinheiro. É sobre família e pertencimento. Sobre ser feliz.

Para quem gasta o seu dinheiro suado em um ingresso, é um insulto assistir a um futebol mercenário e sem paixão.

Nossa família é o Newcastle. Conceda-nos o que queremos.

Mas, se ele não estiver preparado para mudar, Pai do Céu, dê-lhe a inspiração de perceber que é hora de ir embora.

Conceda-nos um novo dono (ou uma nova mentalidade para o atual dono) que pegará o nosso espírito e não o amassará, mas o reviverá. Conceda-nos alguém que não vai mudar o nome do nosso estádio, não mudará as cores das nossas listras. Não mudará nossa marca para algo que não somos.

Tivemos altos e baixos. Notavelmente, a Taça das Cidades com Feiras. Foi um grande ano (1968/69). Mas baixos demais.

Nos ajude, agora

Amém”