O Egito carrega boas expectativas nesta Copa Africana de Nações. Grande potência do continente, os Faraós vivem um momento positivo, após a participação no Mundial de 2018, e possuem o talento de Mohamed Salah. Além do mais, contam com o apoio da torcida na competição realizada dentro de casa. Mas, apesar da vitória, os egípcios encontraram dificuldades na abertura do torneio. O Zimbábue fez um jogo duro no Estádio Internacional do Cairo. Não cedeu tantos espaços na defesa, teve atuações inspiradas de seus goleiros (inclusive o reserva, em campo após a lesão do titular) e criou perigos esporádicos. Bem marcado, Salah falhou nas chances que surgiram. O nome do jogo acabou sendo o outro ponta dos anfitriões, Trézéguet, que anotou um bonito gol e confirmou a vitória por 1 a 0.

Como era de se esperar, a partida começou pendendo ao Egito. Os Faraós aceleravam no ataque e testavam o goleiro Edmore Sibanda. Foram três defesas logo nos primeiros dez minutos, contendo a pressão dos egípcios. Salah se apresentava ao jogo e participava bastante, apesar da marcação cerrada pelo lado direito do ataque. Aos poucos, o abafa dos anfitriões diminuiu e o Zimbábue também começou a sair para o jogo. Apostava na velocidade de sua linha de frente, criando certos perigos à zaga adversária.

Quase o Egito pagaria caro por seus erros. Aos 37 minutos, o Zimbábue criou uma chance claríssima. Em uma cobrança de falta rápida, a defesa egípcia cochilou e Khama Billiat recebeu a bola limpa. A sorte dos Faraós foi que o goleiro Mohamed El-Shenawy estava atento. Conseguiu se antecipar ao adversário e bloquear o chute. Quatro minutos depois, os anfitriões saíram em vantagem. Trézéguet se combinou bem com Ayman Ashraf pela esquerda. Recebeu a bola na área, deu uma bonita finta no marcador e chutou cruzado, tirando do goleiro. Desta vez, Sibanda não conseguiu reagir. Seria o gol da vitória.

Na volta ao segundo tempo, Trézéguet quase ampliou. O ponta esquerda repetiu a jogada, cortando para dentro e batendo cruzado. Sibanda foi buscar, realizando uma baita defesa. O Egito, no entanto, foi menos agressivo do que se esperava na sequência da partida. O Zimbábue voltou a se posicionar à frente e a ameaçar, mesmo que não encontrasse espaços na linha defensiva dos anfitriões. Quando os egípcios conseguiram acelerar um pouco mais e Salah encontrou uma brecha para bater, parou em novo milagre de Sibanda.

Zimbábue só recuperou seu ritmo ao final da partida, quando o desespero surgia. E uma péssima notícia aconteceu a dez minutos do fim, quando Sibanda precisou ser substituído, ao se lesionar. O seu substituto, Elvis Chipezeze, manteve o nível. Salah saiu na cara do gol em contragolpe e chutou no contrapé do goleiro, mas o reserva também salvou sua equipe. Os ataques dos Guerreiros eram mais esparsos do outro lado, explorando principalmente o lado esquerdo da defesa egípcia. Apesar disso, não criaram oportunidades tão boas e os Faraós administraram o resultado. Apesar da atuação positiva, os zimbabuanos não evitaram a derrota.

O segundo jogo do Grupo A acontece neste sábado, entre República Democrática do Congo e Uganda. Os congoleses são os próximos adversários do Egito, em duelo provavelmente importante à liderança da chave. Já o Zimbábue lutará por sua sobrevivência contra os ugandeses.

Ficha técnica

Egito 1×0 Zimbábue

Local: Estádio Internacional do Cairo, no Egito
Árbitro: Sidi Alioum (CAM)
Gols: Trézéguet, aos 41’/1T
Cartões amarelos: Talent Chawapiwa (Zimbábue)
Cartões vermelhos: Nenhum

Egito: Mohamed El Shenawy, Ahmed El Mohamady, Mahmoud Alaa, Ahmed Hegazi, Ayman Ashraf; Tarek Hamed, Mohamed Elneny; Mohamed Salah, Abdallah El Said (Amr Warda), Trézéguet (Nabil Emad); Marwan Mohsen (Walid Soliman). Técnico: Javier Aguirre.

Zimbábue: Edmore Sibanda (Elvis Chipezeze), Tendayi Darikwa, Teenage Hadebe, Alec Mudimu, Divine Lunga; Knowledge Musona (Talent Chawapiwa), Marshall Munetsi, Marvelous Nakamba, Khama Billiat; Ovidy Karuru, Nyasha Mushekwi (Evans Rusike). Técnico: Sunday Chidzambwa.