O Wolverhampton chegou muito perto, talvez mais perto do que qualquer outro time da Premier League desde o último tropeço do Liverpool, 15 rodadas atrás, mas os Reds venceram por 2 a 1 e deram mais um passo na direção do título que não conquistam desde 1990, graças a um gol de Roberto Firmino, aos 39 minutos do segundo tempo, seu oitavo pela liga inglesa, todos fora de casa.

A equipe de Nuno Espírito Santo é uma armadilha para os grandes. Marca forte e duro, sabe tratar a bola, tem organização e jogadores muito rápidos e objetivos no ataque, nenhum em melhor fase do que Adama Traoré, personagem principal dos pesadelos de Andrew Robertson pelos próximos dias.

Havia sido difícil, embora mais controlada, a vitória por 1 a 0 no final de dezembro, em Anfield, quando o Wolverhampton poderia ter causado até mais problemas ao líder da Premier League se não tivesse enfrentado o Manchester City menos de 48 horas antes.

Em busca da segunda vitória seguida, após a sensacional virada contra o Southampton, o Wolverhampton começou exercendo alguma pressão no campo de ataque, mas nem houve tempo de aproveitá-lo antes de a bola parada de Trent Alexander-Arnold abrir o caminho novamente. Primeiro, ele cobrou falta na barreira e, em seguida, cobrou o escanteio que Henderson completou de cabeça para fazer 1 a 0.

O Wolverhampton poderia ter empatado logo em seguida, quando Rúben Neves recebeu o escanteio curto e cruzou para a segunda trave. Livre, Matt Doherty tentou o cabeceio direto para o gol, em vez de tocar para o meio, onde havia companheiros livres, e mandou para fora.

Mas no geral foi um primeiro tempo confortável para o Liverpool no setor defensivo e com algumas estocadas que poderiam ter ampliado o placar, como o bonito passe de Mané para Salah, que preferiu cortar para trás e, na hora de chutar, teve uma barreira de adversários preparados para bloquear sua finalização.

Mané também desperdiçou boa situação. Recebeu o passe de Chamberlain e dominou entrando livre em direção à área, mas Dendoncker conseguiu o corte na hora em que o senegalês estava prestes a invadi-la.

Aos 34 minutos, o camisa 10 do Liverpool saiu machucado, e Takumi Minamino teve a chance de estrear na Premier League, mas teve atuação apagada.

Pouco antes do intervalo, Salah teve a melhor oportunidade para ampliar. Disparou a partir da direita, deu uma meia lua em Dendoncker, mais um drible em Doherty, que, porém, conseguiu se recuperar e bloqueou o chute frontal do egípcio.

Assim que a partida foi retomada, Salah exigiu linda defesa de Rui Patrício com um chute cruzado, e Gomez precisou praticar seu tempo de bola para bloquear a perigosa chegada de Pedro Neto, pela esquerda.

Traoré tem sido a principal fonte de criatividade do Wolverhampton, sempre muito veloz pela direita, e, aos seis minutos, recebeu de Jiménez, foi à ponta e cruzou com perfeição para o próprio mexicano desviar de cabeça e empatar a partida.

Os minutos seguintes foram os mais difíceis do Liverpool no Campeonato Inglês em muito tempo. O empate era palpável. Por centímetros, Robertson não cometeu pênalti em cima da Traoré, derrubado nas proximidades da linha da grande área.

Traoré, novamente, caiu pela direita, gingou contra a marcação e bateu cruzado para uma ótima defesa de Alisson. Três minutos depois, Jiménez saiu livre, e Alisson fez a defesa com o rosto.

Salah merecia ter finalizado a jogada individual que criou no final do primeiro tempo, mas, aos 25, a melhor opção era rolar para Chamberlain, livre pela esquerda, mas preferiu a finalização bloqueada.

Firmino teve ótima oportunidade de fazer o segundo do Liverpool, quando ganhou a dividida na entrada da área e bateu de canhota. Rui Patrício defendeu com a perna.

Aos 39 minutos, Salah dominou pela direita, deu um rolinho na marcação e parecia mais uma vez muito pouco disposto a envolver os colegas na jogada. Henderson, exercendo bem seu papel de capitão, praticamente desarmou o companheiro e deu o passe para Firmino, que puxou à perna esquerda e bateu forte no canto: 2 a 1.

Nos acréscimos do segundo tempo, o Wolverhampton teve chance de ouro para arrancar um empate, quando Traoré cruzou da direita, Jiménez dominou, limpou Arnold e rolou para Diogo Jota, mas o atacante não conseguiu finalizar direito.

E não conseguiu arrancar um ponto do Liverpool, embora tenha feito o bastante para isso, mas não precisa ficar preocupado. Em 23 partidas até agora, mais ou menos dois terços do Campeonato Inglês, apenas um time conseguiu.

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