A desilusão da Argentina durante a Copa do Mundo reduziu as exigências sobre o time neste ciclo posterior. Os argentinos desejavam apenas uma estabilidade mínima nesta nova etapa, sem técnico definido, após a saída de Jorge Sampaoli. Lionel Scaloni cumpriu bem sua missão como interino, retomando o bom ambiente na Albiceleste. E o time fechou o semestre com mais uma vitória, desta vez garantida por seus protagonistas. Tanto Mauro Icardi quanto Paulo Dybala anotaram o primeiro gol pela equipe nacional, construindo os 2 a 0 sobre o México no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza. Agora, aguardam o retorno de Lionel Messi e dos outros medalhões rumo à Copa América em 2019.

A Argentina segue contando com um time bastante jovem, testando diferentes peças. Icardi era um raro jogador renomado na escalação inicial. E abriu o placar com pouco mais de um minuto, em bonito gol no qual tabelou e encarou a marcação, antes de vencer o goleiro José Corona com um belo chute. Os anfitriões mereciam uma diferença maior antes do intervalo, considerando sua voracidade para roubar a bola e logo partir ao ataque com velocidade. O meio-campo recheado era o destaque, comandado por Erik Lamela. Já no segundo tempo, em meio às alterações que reduziram o ritmo, coube justamente ao substituto do camisa 9 decidir. Dybala saiu do banco e aproveitou o serviço de Giovanni Simeone, que arrancou do campo de defesa puxando contra-ataque, para balançar as redes. O goleiro Paul Gazzaniga também realizou boas defesas para permitir o triunfo da Argentina.

Scaloni utilizou 41 jogadores diferentes nesta sua passagem pela Argentina, incluindo 16 estreantes. Aproveitou o período para testar e viu novos nomes pedirem seu espaço na Albiceleste. Cumpriu o seu trabalho com um time que pareceu recuperar o gosto por fazer um jogo intenso, algo reconhecido por Icardi após a vitória sobre o México – a segunda sobre El Tri nesta Data Fifa. “Estou muito contente, além do gol. Contente por essas seis partidas, pelos jogadores. Demos nosso melhor para crescer e armar algo. Estamos muito felizes com todos da comissão técnica. Depois, a federação decidirá. A gente se sente à vontade com todos, formou-se algo muito lindo. Vivi o ciclo anterior e não havia tanto companheirismo e amizade”, declarou.

O jogo contra o México, afinal, serviu para Icardi e Dybala recobrarem um pouco de sua confiança com a seleção, depois de lidarem com as costumeiras críticas – além dos pedidos por jogarem mais vezes. Foram 18 jogos até o primeiro tento do juventino, contra oito do interista. Mais leves, seguem como opções importantes rumo ao próximo ano, com a Copa América no horizonte. Quem sabe, com a permanência do próprio Scaloni, que deixou o campo emocionado em Mendoza e possui chances razoáveis de ser efetivado no cargo. Que falte experiência, os laços firmados nestes meses e as dificuldades para encontrar um treinador mais tarimbado pesam a seu favor. As ideias de jogo abrem caminho para a comissão técnica. E, pelo visto, as novas lideranças apoiam.