Seattle Sounders e Toronto FC estão entre as equipes mais competentes da Major League Soccer. Possuem torcidas expressivas, grande engajamento ao seu redor e uma capacidade notável de montar times competitivos. Prova disso é que, apesar das expectativas sobre as “novas franquias”, a dupla fará a decisão da MLS mais uma vez – repetindo o que ocorreu em 2016 e 2017. Após os Sounders despacharem o favorito Los Angeles FC na final do Oeste, nesta quarta-feira o Toronto se impôs sobre o Atlanta United no Leste. Impediu que os sulistas buscassem o bicampeonato nacional, com uma notável virada por 2 a 1 dentro da Geórgia.

Campeão nacional em 2017, o Toronto não conta mais com Sebastian Giovinco em sua linha de frente, mas permanece com uma base forte. E o mais importante aos canadenses é a tarimba nas fases decisivas, o que bem se notou nesta reta final do Leste. A equipe avançou aos mata-matas com a quarta melhor campanha da conferência. Eliminou o DC United na primeira etapa, antes de superar os dois melhores times da costa do Atlântico. A primeira vítima foi o New York City FC, em outra virada por 2 a 1, dentro do Citi Field. E a classificação fora de casa se repetiria na decisão da conferência.

Agora sob as ordens de Frank de Boer, o Atlanta United ainda tem com uma equipe forte, sobretudo no setor ofensivo. Enquanto Brad Guzan segura as pontas atrás, o clube da Geórgia possui Ezequiel Barco, Pity Martínez e Josef Martínez entre os titulares. Já o Toronto FC, sem o lesionado Jozy Altidore, se agarra à liderança de Michael Bradley, em equipe que ainda vê a ascensão do espanhol Alejandro Pozuelo como principal arma ofensiva.

A decisão da Conferência Leste, ainda assim, pareceu nas mãos do Atlanta United quando a bola começou a rolar. Os anfitriões abriram o placar aos quatro minutos, a partir de uma excelente enfiada de Barco. Pity Martínez arrancou em velocidade e só rolou para Julian Gressel escorar. Os sulistas ainda poderiam ter ampliado aos 11, depois de uma falta de Bradley sobre Pity dentro da área. Josef Martínez cobrou o pênalti e o goleiro Quentin Westberg conseguiu espalmar a cobrança.

A reação do Toronto não demorou a se desenhar. Os canadenses empataram já aos 14. Nicolas Benezet encarou a marcação e bateu da entrada da área, acertando um chute no cantinho. Mal posicionado, Guzan pulou atrasado e também facilitou o serviço. O jogo perdeu intensidade depois, embora o Atlanta seguisse levando mais perigo. Isso até que o talento de Nick DeLeon determinasse o triunfo dos visitantes aos 33 do segundo tempo. O americano girou sobre a marcação e acertou uma bomba de fora da área, na gaveta de Guzan. Um golaço que valeu a vaga na final. Durante os últimos minutos, o abafa do United foi inútil.

Fundado em 2005, o Toronto se tornou uma das equipes mais fortes do Leste nesta metade final da década. Desde que se classificou aos playoffs pela primeira vez em 2015, só se ausentou da fase decisiva em uma oportunidade – em 2018, justamente no ano seguinte ao seu único título. E se muita gente desconfiava da atual campanha, sobretudo após os canadenses passarem oito rodadas sem vencer, havia sido uma vitória sobre o Atlanta United em junho que iniciou a guinada rumo aos mata-matas. As contratações se encaixaram com o tempo e o time se encorpou. Com um troféu para cada lado, o Toronto poderá fazer o tira-teima na repetida finalíssima contra o Seattle Sounders.