O terror dos favoritos: West Ham dá o sangue e, em Manchester, quebra a invencibilidade do City

Com grande atuação do goleiro Adrián, o West Ham bateu o Manchester City e assumiu a vice-liderança da Premier League

O Manchester City começou a temporada imbatível. Até perder força aos poucos. Na última rodada, venceu o Crystal Palace com algum custo. Perdeu a invencibilidade no meio da semana, ao tomar a virada para a Juventus dentro de casa pela Champions. E sofreu outro tropeço dentro do Estádio Etihad neste sábado, abrindo mão dos 100% de aproveitamento na Premier League. Os Citizens, no entanto, bem que tentaram. Tiveram quase 70% de posse de bola e finalizaram 26 vezes ao longo dos 90 minutos. Pararam na atuação heroica do West Ham, que suou sangue para arrancar a vitória por 2 a 1 dos ainda líderes do Inglês. Já os londrinos assumiram o segundo lugar, em excelente início de campanha.

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A tabela dos Hammers apontava um início de campanha difícil. Entretanto, o time de Slaven Bilic incorporou o espírito de Robin Hood para conquistar três vitórias gigantescas nestas seis primeiras rodadas. Logo na estreia, surpreendeu o Arsenal dentro do Estádio Emirates. Depois, perdeu para Leicester e Bournemouth em casa, mas se refez dentro de Anfield, batendo o Liverpool dando um banho de bola. E, depois de emendar mais um triunfo sobre o Newcastle, veio o feito sobre o City em Manchester. Doze pontos em 18 possíveis, com três vitórias fora de casa, que devem valer demais ao longo da campanha.

Natural que o West Ham seja um dos times que mais sofram chutes na Premier League. O time sofreu dois bombardeios contra o Arsenal e, agora, diante do Manchester City. A equipe de Manuel Pellegrini martelou muito, especialmente no segundo tempo, quando foram 17 finalizações – uma a cada 2 minutos e 40 segundos, aproximadamente. Porém, os Hammers apresentaram uma solidez defensiva enorme. A defesa conseguiu bloquear nove arremates dos adversários, enquanto o goleiro Adrián esteve sublime sob as traves.  Especialmente no mano a mano, o goleiro espanhol fez grandes defesas na partida.

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Mas, se a defesa segurou o City, o ataque do West Ham valeu a vitória graças à precisão que demonstrou na primeira meia hora de jogo. Victor Moses abriu o placar aos seis minutos, com um chute cirúrgico de fora da área, no mínimo espaço entre a trave e a mão de Joe Hart. Já aos 31, uma brecha da defesa da casa após cobrança de escanteio permitiu que Diafra Sakho chutasse prensado para ampliar a marca. Os Citizens até diminuíram o prejuízo nos acréscimos do primeiro tempo, em boa tabela entre Agüero e Kevin de Bruyne, que anotou seu primeiro gol pelo novo clube. A única brecha dada pela zaga dos Hammers. Já na segunda etapa, valeu a entrega de cada um em fechar os espaços dos Citizens.

O West Ham, ao menos, se mostra um time que pode complicar na Premier League e conquistar boas posições na tabela. É verdade que o time não demonstrou o mesmo ímpeto contra equipes medianas. Todavia, quando são colocados contra a parede, os londrinos apresentam um enorme potencial para roubar pontos. Destaque para Dimitri Payet, trazido nesta temporada para Upton Park e que contribuiu com mais uma assistência neste sábado.

Já o City apresentou mais uma vez problemas na definição. Yaya Touré foi quem mais chamou a responsabilidade, chegando junto à área, mas abusou da falta de pontaria. Enquanto isso, Agüero aparecia bem marcado na maior parte do tempo e Bony apareceu pouco para o jogo. Em um time com tantos recursos, faltou clarear um pouco mais os lances, com a ausência de David Silva pesando bastante. Um tropeço que serve para mostrar aos Citizens que a vida não será tão simples assim na Premier League. E não necessariamente pelos rivais diretos, mas pelo bom início de temporada que fazem tantos candidatos ao meio da tabela.