Felix Kroos é 13 meses mais novo que seu irmão famoso. Também meio-campista, seguiu os passos de Toni nas categorias de base do Hansa Rostock e atuou por todas as seleções de base a partir do sub-16, ganhando inclusive uma Medalha Fritz Walter de bronze como uma das maiores promessas do Nationalelf em 2009. No entanto, sua carreira nunca deslanchou. Depois de passar um tempo na segunda equipe do Werder Bremen, não conseguiu se firmar no elenco principal. Assim, enquanto o mais bem sucedido da família brilhava pelo Real Madrid, Felix teve que se contentar com o Union Berlim, na segunda divisão da Bundesliga. Já são duas temporadas e meia no clube da antiga Alemanha Oriental, peça importante para manter as esperanças do acesso inédito desde a queda do Muro de Berlim. E o início da segundona 2018/19 não poderia ser melhor a ele.

Neste domingo, o Union enfrentava dificuldades contra o Erzgebirge Aue, no Estádio an der Alten Försterei, em Berlim Oriental. Felix Kroos começou no banco e só entrou em campo aos 36 do segundo tempo. Ainda assim, resolveu. Uma falta na entrada da área foi o suficiente para o volante mostrar sua categoria. A barreira armada pelo goleiro adversário estava mal posicionada. Mas não é isso que tira os méritos do camisa 23, pela curva que a bola fez e pela maneira como caiu no ângulo, indefensável. Assegurou a vitória por 1 a 0 e os primeiros três pontos dos berlinenses na temporada.

Aos 27 anos, Felix Kroos precisa se contentar com a realidade modesta. Apesar de sua importância nas duas últimas temporadas com o Union, ainda não garantiu seu lugar no 11 inicial. Mas mesmo na segundona alemã, tem os lampejos dignos da família. Mostra que Toni não é o único privilegiado.