A Tunísia demorou cinco partidas para conquistar a sua primeira vitória nesta Copa Africana de Nações. No entanto, o triunfo desta quinta-feira aconteceu de maneira contundente e confirma o crescimento das Águias de Cartago na competição. Madagascar foi a grande surpresa da CAN 2019, capaz de vencer a Nigéria e de eliminar a República Democrática do Congo. Mas, desta vez, seu jogo não funcionou diante dos tunisianos. Os magrebinos mantiveram a segurança na defesa e mal sofreram ameaças atrás. Além disso, entre uma pitada de sorte e a qualidade maior, construíram o confortável placar por 3 a 0 nas quartas de final. Pegarão Senegal na próxima etapa. Enquanto isso, os malgaxes merecem os elogios pela campanha muito além das expectativas, que gera esperança sobre a evolução do futebol na ilha.

Tunísia melhor desde o primeiro tempo

Não seria um primeiro tempo dos mais interessantes. Madagascar mantinha sua solidez defensiva e aguardava o momento para criar suas chances, mas não apresentava muita inventividade quando recuperava a bola. Enquanto isso, a Tunísia dava sinais de sua evolução na competição, trabalhando com calma e paciência. As Águias de Cartago começariam a ameaçar nos 15 minutos anteriores ao intervalo e já poderiam ter saído em vantagem. Pararam no goleiro Adrian Melvin, com duas ótimas defesas. O arqueiro foi buscar uma cobrança de falta de Wahbi Khazri, que ia em direção ao ângulo, e também barrou um chute venenosos de Youssef Msakni.

O gol anulado e o gol validado

Na volta para o segundo tempo, a Tunísia manteve a sua estratégia. Apostava principalmente em bolas longas, mas sem pressa para construir suas jogadas. As redes até balançaram na primeira chegada, mas a arbitragem corretamente anulou o tento de Khazri. Já aos seis minutos, os tunisianos contaram com um bocado de sorte para encaminhar a classificação. O chute de Ferjani Sassi desviou na marcação, tirando Melvin do lance. A partir de então, os magrebinos tinham a situação em suas mãos.

A Tunísia amplia e termina de cozinhar o jogo

Madagascar esboçou uma reação nos minutos seguintes, sem conseguir pressionar a defesa da Tunísia. Os magrebinos seguiam confiando que o jogo poderia ser resolvido com uma bola. E foi exatamente isso que aconteceu aos 16 minutos. Melvin até salvou o chute de Khazri, mas o rebote ficou com Msakni, que não perdoou e ampliou a diferença. A situação favorável manteve a calma da Tunísia, que se protegia na defesa e seguia levando algum perigo nos contragolpes. Aos 35, Melvin evitou o terceiro.

O sonho de Madagascar desaba

Ao longo desta Copa Africana de Nações, Madagascar apresentou um time organizado e que construiu suas vitórias a partir da eficiência, sobretudo nas bolas paradas. Porém, quando foi necessário aos Barea proporem jogo, mal conseguiram ameaçar os tunisianos. Um mínimo de pressa exibiu nos instantes finais, mal conseguindo arrematar. Melhor à Tunísia, que seguiu bem postada atrás e fechou a contagem nos acréscimos. Khazri não foi nada egoísta e, ao puxar o contra-ataque, rolou para Naim Sliti dar um leve toque sobre o goleiro. O terceiro gol, que colocou as Águias de Cartago novamente em uma semifinal da CAN após 15 anos.

Ficha técnica

Tunísia 3×0 Madagascar

Local: Estádio Al Salam, no Cairo
Árbitro: Sidi Alioum (Camarões)
Gols: Ferjani Sassi, aos 7’/2T; Youssef Msakni, aos 15’/2T; Naim Sliti, aos 47’/2T.
Cartões amarelos: Anicet Andrianantenaina (Madagascar)
Cartões vermelhos: nenhum

Tunísia: Mouez Hassen, Wajdi Kechrida, Dylan Bronn, Yassine Meriah, Oussama Haddadi; Ghilane Chaalali (Mohamed Dräger), Ellyes Skhiri, Ferjani Sassi (Karim Aouadhi); Wahbi Khazri, Taha Khenissi, Youssef Msakni (Naim Sliti). Técnico: Alain Giresse

Madagascar: Adrien Melvin, Romain Métanire, Pascal Razakanatenaina (Jérémy Morel), Thomas Fontaine, Jérôme Mombris; Marco Ilaimaharitra (Nijva Rakotoharimalaia), Anicet Adrianatenaina, Ibrahim Amada; Lalaïna Nomenjanahary (Paulin Voavy), Faneva Ima Adriatsima, Carolus Andriamahitsinoro. Técnico: Nicolas Dupuis.