Quem pagou ingresso e não torce para o Grêmio não saiu do estádio Zayed Sports City decepcionado, pois conseguiu assistir a um show de Luka Modric, o artista contratado para embalar o público nas festas de fim de ano. Modric, com o apoio dos colegas de setor Casemiro e Kroos, fez o que quis na decisão e ganhou a Bola de Ouro de melhor jogador do Mundial.

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Modric foi o motor do Real Madrid. Escancarou as jogadas, ajudou na saída de bolas, criou chances, finalizou com perigo. Foi majoritariamente marcado por Michel, que deve ter pesadelos com o croata nesta noite. No cruzamento que terminou com finalização de Carvajal, levou um drible desconcertante do meia. Pouco depois, tomou a finta na entrada da área e permitiu o chute perigoso de Modric.

O meia croata ainda acertou a trave, no segundo tempo, graças um desvio providencial de Marcelo Grohe, e mandou outra boa chance por cima da trave, ao bater de primeira, da entrada da área. Completou 66 passes, errou apenas quatro, chutou três vezes, também desarmou três e deu três passes para a finalização de companheiros.

A empolgação com a atuação de Modric foi tamanha que o Marca, principal jornal espanhol ligado ao Real Madrid, escreveu: “Se nunca forem dar a Bola de Ouro (da France Football) para ele, inventem um prêmio para Don Luka Modric”. O texto explica que, em Abu Dhabi, o croata apresentou a melhor versão do seu futebol, “como em Cardiff (na decisão da Champions), como em tantas outras noites”. E que, “quando Modric funciona, o Real Madrid voa”.

Cristiano Ronaldo, autor do gol do título do Real Madrid, foi eleito o melhor em campo contra o Grêmio, por mais que Modric, que levou o prêmio contra o Al Jazira, também merecesse esse título. Na bola, foi o melhor jogador também da decisão. E sem dúvida o craque do torneio.


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