Quatro gols sofridos. Apenas quatro sofridos em 14 jogos da Libertadores, o que levou o Corinthians a ser um dos poucos times a conquistar o título inédito. Um time que sabe diminuir espaços, impedir a ação dos ataques adversários.

Foram 26 desarmes do Corinthians no jogo contra apenas sete do Boca. Um time que toma a bola, sabe sair em velocidade. E, claro, aproveita as bobeiras como a que Schiavi deu, oferecendo o segundo gol a Emerson Sheik. Paulinho e Leandro Castán foram os mais eficientes do time no quesito desarmes, com cinco cada um. Dois dos principais jogadores do time. Castán, naquela que é a sua provável última partida pelo Corinthians, foi mais uma vez impecável.

E isso mesmo com o Corinthians atuando diferente do que vinha fazendo até então. Desta vez, o time de Tite não pressionou tanto a saída de bola do adversário. Um certo nervosismo, mas o Corinthians se acertou em campo. E acertou mais passes que o Boca também. Foram 201 passes. Alessandro, capitão do time, foi quem mais acertou, seguido por Paulinho e Emerson.

Segurança. Uma palavra-chave para o Corinthians de Tite. Uma segurança que fez o Corinthians ser um time Copeiro, mesmo sem nunca ter ganhado a Libertadores. Que trouxe o título, tão esperado, finalmente para a imensa galeria de troféus do Corinthians. Foi a consagração do VAI, CORINTHIANS, o grito mais ouvido em toda cidade de São Paulo nessa quarta-feira. Um campeão maduro, seguro e merecido. E indiscutível.