A Supercopa Argentina aconteceu em Mendoza, campo neutro a Boca Juniors e River Plate. Os torcedores que quiseram assistir ao Superclássico decisivo, o primeiro em uma final desde 1976, precisaram pegar a estrada em direção ao oeste. Houve, obviamente, um esquema especial para evitar confrontos a caminho da cordilheira. Já na cidade, segundo relatos da imprensa argentina, a boa convivência prevaleceu entre as duas torcidas. Exceção feita a dois episódios isolados, a convivência imperou. Era possível ver xeneizes e millonarios dividindo mesas de bares e brincando entre si tranquilamente nas ruas.

Já nas arquibancadas o Estádio Malvinas Argentinas, ocorreu um belíssimo espetáculo. As divisão entre as torcidas é algo raríssimo entre Boca e River. Mas aconteceu desta vez, e proporcionando um recebimento de arrepiar. Entre fogos, sinalizadores, luzes de celular, trapos e cantoria, havia um clima esplêndido ao grande jogo que se esperava. Depois, ao longo dos 90 minutos, também rolou certa competição nas tribunas, na voz. Mas ao final, o riso ecoou do lado vermelho, com a vitória do River Plate por 2 a 0. Uma página singular para a história do Superclássico.


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