A Holanda ficou fora das últimas duas grandes competições de seleções e, ao cair em um grupo tão difícil na Liga das Nações, com os últimos dois campeões do mundo, o prognóstico era pessimista, por melhor que pudesse ser o começo de trabalho de Ronald Koeman. Em meados de novembro, podemos dizer que a Oranje superou todas as expectativas, depois da contundente vitória por 2 a 0 sobre a França, nesta sexta-feira.

A última partida da chave será disputada na próxima segunda-feira, e o time mais bem colocado para passar às semifinais é a Holanda. Basta um ponto contra uma Alemanha rebaixada à segunda divisão, com apenas um empate em três rodadas até aqui. A França torce por uma vitória dos alemães para não ficar fora da fase final da nova competição organizada pela Uefa.

Essa é uma situação que poucos torcedores da Holanda imaginariam no começo da Liga da Nações. É verdade que a Alemanha não passa pela sua melhor fase, e que sempre há uma ressaca para os times que vencem a Copa do Mundo. Mas também é que Koeman ainda forma sua equipe e dá chances a jogadores jovens, como Matthijs De Ligt e Frenkie De Jong, rodeados por mais experientes como Van Dijk, Blind, Wijnaldum e, quem diria, Ryan Babel.

A Holanda havia feito um bom papel na derrota para a França e havia impressionado na vitória por 3 a 0 sobre a Alemanha. Em um novo difícil desafio, foi ainda melhor. Dominou a campeã do mundo, exigiu defesas de Lloris, sofreu poucos riscos com Van Dijk e De Ligt muitos sólidos na defesa, e ganhou sem grandes problemas.

O primeiro tempo teve poucas chances de gol, mas, pouco antes do intervalo, a Holanda abriu o placar, com Wijnaldum, pegando rebote de um chute de Babel. O nível dos donos da casa subiu na etapa final, quando Lloris teve que trabalhar. Dumfries exigiu duas belas defesas na mesma jogada. O goleiro do Tottenham também barrou Depay, antes do jogador do Lyon fechar o placar com uma ousada cavadinha, já nos acréscimos.

Ainda não dá para dizer que a Holanda está de volta, novamente forte, capaz de repetir feitos como os das Copas do Mundo de 2010 e 2014. Mas os sinais, até agora, são bons.


Os comentários estão desativados.