Os casos de racismo no futebol europeu continuam acontecendo com uma frequência alarmante. Nesta sexta-feira, o empate por 0 a 0 pelo Campeonato Francês entre Dijon e Amiens foi interrompido por cinco minutos por causa de ofensas racistas contra o francês Prince Gouano, defensor dos visitantes. O agressor foi identificado pelo Dijon e preso.

Aconteceu aos 33 minutos do segundo tempo, quando um escanteio estava para ser cobrado. Segundo o jornal francês L’Equipe, Gouano quis abandonar o gramado, mas, cinco minutos depois, mudou de ideia. Alguns jogadores foram conversar com os torcedores, e o Amiens decidiu que, se houvesse novas ofensas, não continuaria a jogar. Uma mensagem foi enviada pelos alto-falantes, e a partida foi completada até os 90 minutos.

“Estamos no século 21. O que aconteceu é inaceitável”, disse o jogador de 25 anos à BeIn Sports. “Eu queria deixar clara minha posição quando parei de jogar. Somos todos iguais. Há cores diferentes, mas somos todos seres humanos. A palavra principal para mim é amor. Você tem que amar o próximo. Eu queria mandar uma mensagem de amor”.

O volume de casos de racismo cresce na Europa. Desde dezembro, apenas envolvendo jogadores famosos, houve contra Koulibaly, do Napoli, em jogo contra a Internazionale; em partida da Inglaterra fora de casa contra Montenegro, visando jogadores negros como Danny Rose e Raheem Sterling; e, mais recentemente, Moise Kean, da Juventus.